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SinHoRes aponta que recuo de fase no Plano SP pode elevar demissões e fechamento de empresas na região

Com a mudança de fase, bares e restaurantes não poderão funcionar com atendimento local depois das 20h. Sindicato revela que 20% das empresas do setor encerraram suas atividades devido às restrições impostas pela pandemia
Para o SinHoRes, o fechamento de bares e restaurantes pode elevar o número de festas e aglomerações clandestinas (Foto: Divulgação / SinHoRes)

Um total de 20%. Esse é o número de empresas que, segundo o SinHoRes (Sindicato Empresarial de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares) fecharam suas portas em decorrência de problemas econômicos causados pela pandemia do coronavírus. A informação foi divulgada na sexta-feira (22) pelo sindicato, após o governador do estado de São Paulo, João Doria (PSDB), reclassificar o estado de São Paulo na Fase Vermelha do Plano São Paulo – nos finais de semana e feriados, e também, nos dias úteis a partir das 20h. Nos dias úteis (antes das 20h) as cidades permanecem na Fase Laranja, com menos restrições.

Para o SinHoRes, a medida pode trazer ainda mais prejuízo ao setor que já foi duramente prejudicado devido à pandemia no ano passado. “Essa medida trará inequívocos prejuízos e consequente desemprego no setor que mais gera postos de trabalho na região metropolitana oeste”, diz a nota assinada pela diretoria do sindicato.

A entidade ainda lembrou que, apesar do estado permanecer na Fase Laranja, que permite o atendimento no sistema delivery, muitas empresas não conseguiram se adequar ao modelo. “O delivery não é uma opção para a maioria das empresas que não dispõe desse serviço e o faturamento não chega a 10% do necessário para manter a empresa aberta, tratando-se exclusivamente de uma ação complementar ao salão, marketing e respeito ao cliente”, pontua o texto.

O SinHoRes também alertou que o fechamento dos bares e restaurantes pode elevar o número de festas e aglomerações clandestinas. “Fechar bares e restaurantes a noite e aos finais de semana só vai aumentar a aglomeração nas festas em residências, nas baladas clandestinas e pontos de encontro de jovens que não são fiscalizados pelo poder público. Bares e restaurantes são locais seguros que atuam com respeito a todas as recomendações sanitárias e de distanciamento. Quando o setor reabriu suas portas, em julho de 2020, não se verificou aumento de casos de covid -19. Isso ocorreu após as eleições e as festas de final de ano”, reforça.

Na nota, a categoria também questiona as ações do governo estadual e afirma que os empresários e comerciantes entenderam os motivos que levaram ao primeiro fechamento em 2020, que foi justificado devido a necessidade de organizar o sistema de saúde para enfrentar a pandemia. “Se todos os recursos financeiros e esforços governamentais têm sido pela saúde, como pode a saúde estar padecendo dessa forma, após um ano de pandemia? Não tem lógica!”, diz o texto do sindicato.