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Santana de Parnaíba: boatos de novos ataques provocam pânico em escolas

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Recente mensagem de ataque postada nas redes sociais (Divulgação/ Reprodução Redes Sociais)

Em grupos de WhatsApp, pais e moradores reclamam da falta de segurança na entrada e saída de alunos e organizam manifestação. Prefeitura anunciou medidas

Uma série de mensagens de conteúdo duvidoso que circulam nas redes sociais e no WhatsApp têm causado pânico entre pais, alunos e professores das cidades da região oeste da Grande SP, que compõem o consórcio Cioeste, como é o caso de Santana de Parnaíba.

A reportagem do GIRO apurou que algumas famílias têm optado por não enviar os filhos à escola nos últimos dias, em virtude da sensação de terror e pânico que impera em toda a região. Na tarde desta terça-feira (11), pais de alunos e moradores de Santana de Parnaíba devem promover, em frente à Câmara Municipal, manifestação pacífica em busca de segurança, com a pauta “Policiais nas escolas Já!”.

Em uma das mais recentes publicações, uma pessoa, não identificada, afirma que “ocorrerá um massacre em todas as escolas públicas do município, principalmente no Colégio Municipal Governador Mário Covas Júnior, localizado no bairro Parque Santana”. A mensagem diz ainda: “vamos matar alunos com machados e canivetes sem piedade e sem dó”.

GCM na entrada e saída das escolas
Em virtude dos últimos acontecimentos, a Prefeitura adotou novo modelo de segurança escolar, com a disposição de guardas municipais nas entradas e saídas das instituições de ensino. Além disso, a ronda escolar foi intensificada nos demais períodos no entorno das escolas. De acordo com a administração municipal, os colégios municipais possuem catraca com reconhecimento facial, são monitorados por mais de 1.200 câmeras e contam com controlador de acesso.

A Secretaria de Educação de Santana de Parnaíba divulgou nesta terça-feira uma carta aberta às famílias. No documento, o órgão destaca a importância da aliança entre família e escola. “Vamos trabalhar juntos para que nossos estudantes se sintam acolhidos, seguros protegidos em nossos colégios”, diz trecho.

Estudante da Escola Tom Jobim é afastado
O município registrou um incidente recentemente. Conforme noticiado pelo GIRO, no dia 29 de março, a Secretaria Municipal de Educação afastou um aluno de 15 anos, que ameaçou realizar ataque contra estudantes na Escola Municipal Antônio Carlos Jobim, no bairro Tamboré, região de Alphaville. Equipes da Ronda Escolar da Polícia Militar (PM) e da Guarda Civil Municipal (GCM) foram deslocadas para a unidade. O estudante, que realizou intimidações online no fim de semana (25 e 26), foi identificado e, segundo a direção, possui Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Santana de Parnaíba: boatos de novos ataques provocam pânico em escolas
Prefeitura adotou novo modelo de segurança escolar, com a disposição de guardas municipais nas entradas e saídas das instituições de ensino (Divulgação/Prefeitura de Santana de Parnaíba)

Outros casos solucionados na região
Municípios como Barueri, Cotia e Osasco também registraram ocorrências, que foram solucionadas pelas instituições de ensino, com o apoio das autoridades policiais. Em Barueri, um aluno ameaçou professora na escola pública EMEF Estevan Placêncio, no Centro. O indivíduo teve uma réplica de arma de fogo apreendida pela GCM. Em outro caso, ameaças foram feitas a instituições de ensino instaladas no bairro Jardim Silveira, entre outros locais.

Já em Osasco, no dia 3 de março, um adolescente de 14 anos foi preso com faca, canivete e estiletes em escola na Escola Estadual Neuza de Oliveira Previde, no Baronesa, e encaminhado à delegacia, juntamente com um responsável pelo menor. Em Pirapora do Bom Jesus, um adolescente foi apreendido após fazer ameaça de atentado a escola em Pirapora do Bom Jesus.

Governo federal discute a criação do Disque Denúncia
O grupo de trabalho interministerial do Ministério da Educação (MEC), criado para propor políticas públicas de prevenção e enfrentamento da violência nas escolas, sugere a criação de um disque denúncia, um canal telefônico para relatos de casos suspeitos de ataques a instituições de ensino. “É importante as pessoas se anteciparem, se notarem um episódio suspeito em relação a um colega de sala de aula, a alguma pessoa na rua, no bairro. Então, queremos ver a viabilidade de criar esse canal de denúncia de violências nas escolas o mais rápido possível e ter esse canal mais ágil”, destacou Camilo Santana, ministro da Educação. (*com informações da “Agência Brasil“).

Casos pelo Brasil
O País inteiro ficou estarrecido com o ataque a uma creche na cidade de Blumenau, SC, no dia 5 de abril. Quatro crianças foram mortas e o assassino está preso. Já no dia 27 de março, uma professora morreu e outras quatro pessoas ficaram feridas após serem esfaqueadas por um aluno de 13 anos no bairro da Vila Sónia, na capital paulista.

A Polícia Civil de São Paulo informou no começo de abril que identificou – no ambiente virtual ou escolar – um aumento de situações que indicam planos de possíveis ataques em escolas. De acordo com o órgão, de 27 a 31 de março, foram 279 casos registrados. Com exceção do ataque à escola de São Paulo, nenhum dos casos foi consumado. O comunicado da Polícia Civil diz ainda que o seu setor de inteligência frustrou, entre 11 e 12 de março, “dezenas de possíveis atos violentos em escolas”, conforme noticiado pelo portal da “CNN Brasil”.

Em um dos mais recentes casos no Brasil, um adolescente de 12 anos feriu ao menos dois colegas em uma escola particular na cidade de Manaus, AM. O aluno que, segundo pais e outros adolescentes, era alvo constante de bullying, utilizou uma faca de cozinha no atentado.

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