giro

Repúdio: vereadores aprovam moção e cobram ações para evitar a morte de mulheres em Osasco

Vereadora Cristiane Celegato, autora do documento, recordou que o Brasil ocupa a 5ª posição no ranking de países que mais registram casos de violência contra as mulheres 
Vereadora Cristiane Celegato é autora do Moção de Repúdio ao feminicídio de uma jovem em Osasco (Ricardo Migliorini/CMO)

Os vereadores de Osasco aprovaram, na manhã desta terça-feira (19), a Moção de Repúdio 111/2022, ao feminicídio de Nilmara Rodrigues, que ocorreu na madrugada do dia 15 de abril, na Vila Ayrosa. A jovem de 31 anos, que estava grávida de dois meses, foi morta a facadas pelo companheiro diante dos filhos. Antes de fugir do local do crime, o marginal cortou a mangueira do gás para provocar o asfixiamento dos filhos da vítima. O criminoso foi preso horas depois, em uma clínica de reabilitação, no Morro Doce, na capital paulista.

A vereadora Cristiane Celegado (Republicanos), autora do documento de repúdio, lamentou mais um caso de feminicídio registrado na cidade e lembrou que o Brasil ocupa a 5ª posição no ranking dos países que mais matam mulheres. “No dicionário, a palavra repúdio significa repulsa e não aceitação. Só que repulsa é pouco para expressar a nossa indignação com mais um feminicídio praticado em nossa cidade. Apesar dos nossos protestos, esse tipo de crime tem se tornado corriqueiro em nosso País. E esses números cresceram muito desde o inicio da pandemia, tanto que hoje, o Brasil ocupa a 5º colocação no ranking dos feminicídios. E, diariamente, esses números só aumentam”, lamentou

A parlamentar ainda destacou as consequências desses atos de violência, principalmente, nas crianças que acabam sofrendo com consequências emocionais. “A gente precisa entender que essas mulheres não podem ser apenas números que compõem dados estatísticos. Elas são seres humanos que tinham famílias e pessoas que vão sentir falta de suas presenças e orientações. Como será o futuro desses órfãos do feminicídio?”, questionou. “Precisamos nos unir e criar políticas públicas que, de fato, garantam condições mínimas para que as mulheres tenham uma vida longe da violência física, verbal e emocional”, pediu.

Já a vereadora Juliana da Ativoz (Psol), recordou que houve pouco investimento, por parte do governo federal, em política de combate à violência contra as mulheres. “É de conhecimento de todos que não foi aplicado o valor total no combate à violência doméstica, ou seja, em ações que possam proteger as mulheres do nosso país”, disse. A parlamentar revelou que a uma Casa de Passagem deve ser inaugurada em Osasco. “Nós conseguimos emendas da deputada Sâmia para garantir a Casa de Passagem para as vítimas de violência. Essas mulheres precisam ter um espaço para não permanecerem dentro de casa ao lado de seus agressores. A gente precisa pensar em saúde, educação e em proteger a vida das pessoas”, completou.