Segundo uma pesquisa feita pelo Ministério do Meio Ambiente, em 2015, dos 5.569 municípios existentes no país mais o Distrito Federal, apenas 2.325 deles já elaboraram seus respectivos PGIRS (Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos), entre elas, as cidades de circulação do Giro S/A. O prazo para apresentação dos mesmos expira em 31 de julho de 2018, segundo a Política Nacional de Resíduos Sólidos.
Na região, Osasco foi a última cidade a estabelecer o plano, em junho deste ano. O documento determina a ampliação dos circuitos e a abrangência da coleta seletiva porta a porta, que acontece em apenas 35% do município, pelo programa Osasco Recicla. A cidade elabora projeto de Agência Reguladora, que deve ser enviado à Câmara em breve.
Em 2014, Cotia e Itapevi publicaram os seus PGIRS. O plano cotiano propõe o incentivo à colaboração entre associações e cooperativas de catadores. A Coopernova Cotia recicla mais de 150 toneladas de lixo por mês. A prefeitura tem projeto de integração de novas cooperativas e colaboradores. Em Itapevi, o PGIRS prevê a implantação de coleta seletiva em todos os prédios públicos, mas a prefeitura não retornou para afirmar se ela é realizada.
Barueri foi a pioneira a instituir ações sobre o assunto, em 2010, atualizada em 2014, juntamente com o plano de saneamento básico. A construção da Usina de Reciclagem (URE) consta no plano, mas até agora não avançou.
O especialista
Para o diretor de meio ambiente da Associação Paulista de Empresas de Consultoria e Serviços em Saneamento e Meio Ambiente, Paulo Roberto Kyriakakis, não basta ter o plano, é preciso aplicá-lo. “O Plano consegue apontar uma perspectiva no tratamento dos resíduos, dar bases legais para isso. Ele que vai dizer se terá coleta seletiva e estabelecer cronogramas e verbas. Isso repercute diretamente na vida das pessoas. As medidas precisam também estabelecer consórcios intermunicipais e soluções regionais”, explicou.






