No último dia do mês mais letal da pandemia de covid-19 até agora, nenhuma cidade da região oeste da Grande São Paulo registrou lotação máxima nas UTIs e enfermarias. Porém, Barueri e Carapicuíba estão no limite. É o que informa o levantamento realizado pela reportagem do Giro nesta quarta (31).
A situação é muito preocupante em Barueri, cidade que concentra boa parte da demanda de internações de pacientes de cidades vizinhas sem leitos de tratamento intensivo. Nesta tarde, a ocupação de leitos de UTI alcançou os 98,7%. Já nos leitos de enfermaria não há mais disponibilidade.
Carapicuíba também permanece com o nível crítico: 98% dos leitos de UTI estão em uso. Na enfermaria, o cenário é menos preocupante, com 50% dos leitos ocupados.
Osasco registra nesta tarde 87,6% de ocupação nos leitos de UTI e 62,2% na enfermaria.
O município de Itapevi mantém a média de ocupação dos últimos levantamentos, abaixo dos 80%. Nesta quarta, tem ocupação de 75% dos leitos de UTI e 89% nos leitos de enfermaria.
Em Cotia, 69% dos leitos vermelhos e amarelos estão ocupados. Os leitos vermelhos correspondem às unidades de tratamento intensivo.
As prefeituras de Cajamar e Santana de Parnaíba não responderam até o fechamento desta reportagem.
CIDADES SEM UTIs
Araçariguama, Jandira, Pirapora do Bom Jesus e Vargem Grande Paulista não possuem leitos de UTI. Os pacientes são referenciados pelo sistema CROSS, da Secretaria Estadual da Saúde, e buscam transferência para cidades vizinhas.
Nos leitos de enfermaria, Araçariguama está com 80% de ocupação. Pirapora do Bom Jesus tem 25%. As demais cidades não retornaram.
119 PACIENTES AGUARDAM POR LEITOS
Nesta tarde, Barueri, Carapicuíba, Cotia e Itapevi somam 119 pessoas na fila de espera por um leito referenciado pelo sistema Cross. Cajamar, Pirapora do Bom Jesus e Osasco não registram filas. As demais cidades não informaram.







