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Quantidade de raios é intensificada na região neste janeiro

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Foto: Elat/INPE

O Brasil é o país com grande incidência de raios. No Estado de São Paulo, Osasco detém o segundo lugar em raios caídos para o solo. Mas, de 1 a 21/1, Parnaíba registrou quantidade superior: 490 raios para o solo, contra 20 no mesmo período de 2018. Ou seja, caíram 2.450% mais raios no total. Os dados são do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Inpe.

Em Osasco, foram 800% mais raios, 660 nos 21 dias de 2019 contra 160 raios no mesmo período de 2018. Cotia, 750% (1.050 raios x 140) e Baruerregistrou aumento de 1.000% (100 raios x 10). Segundo Mario Festa, professor de meteorologia do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP, a atmosfera está mais quente por mais tempo, o que leva a mais tempestades. “Foram registradas 154 horas de insolação de 1 a 21/1 este ano e 85 horas no mesmo período de 2018. Representa quase o dobro de horas de sol”, diz Festa. Além disso, o Brasil fica em faixa tropical.

O ano passado teve menor incidência. Comparando todo 2018 com 2017, Osasco registrou 450 raios ante 660; Santana de Parnaíba teve 1.160 raios versus 1.720. Já em Cotia, foram 1.190 ante 3.090. Baruerregistrou 715 raios versus 910 em 2017.

Um estudo desenvolvido pelo Elat/Inpe aponta que, neste verão, a ocorrência de raios no Brasil será marcada pelos efeitos do fenômeno climático El Niño. Sua intensidade provocará um aumento em torno de 50% na incidência de raios na região sul do país, além de crescimento de 20% a 30% no sudeste e parte do centro-oeste. Já nas regiões norte e nordeste deve haver queda de 50% na incidência de raios.

Ao escutar o barulho de um trovão, várias dicas podem ser seguidas. O recomendado é que a pessoa se abrigue, evitando locais abertos, e não aloje-se embaixo de árvores. “Um raio pode conter mais de 1 milhão de volts. A descarga não avisa, acontece”, destaca Festa.

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