Segundo a professora, o retorno das atividades escolares não é tão simples quanto se imagina e os professores não querem este retorno. “Somos contra. Primeiro porque a escola não tem estrutura física para suportar a quantidade de alunos com o distanciamento social e com todas as regras de higiene. Segundo, porque já temos relatos dos países que tiveram a ideia de voltar às aulas como a França, China, Japão e Coreia do Sul e estão reformulando essa ideia, evitando o contato físico das crianças em sala de aula e ampliando a aula online, que nesse momento todos os cientistas é especialistas indicam”, defende.
Para a vice-presidente e responsável pela pasta de Educação do Sintrasp (Sindicato dos Servidores de Osasco e Região), Marta Barreto, a volta as aulas em setembro determinada pelo governo é prematura. “Não acabou a pandemia ainda. Não tem sequer sinais de redução considerável de pessoas contaminadas e do número de mortes. Se fala em uma situação de estabilização do quadro, mas isso é muito pouco para colocar alunos, professores e funcionários em risco. Se for possível protelar, seria melhor para todos”, ressalta.
Outro ponto negativo no retorno às aulas em setembro apontado por Marta é a estrutura das escolas. “As escolas não têm esta estrutura para receber os alunos com segurança, seria preciso muitas reformas e não há tempo hábil para que isso seja feito até setembro. Nós defendemos a ideia que devemos protelar até ter uma segurança para os alunos e funcionários”, declara.
Prefeituras
Em Osasco a prefeitura confirmou a intenção de volta às aulas segundo as determinações do Estado e afirmou que a equipe da Secretaria de Educação de Osasco está elaborando um documento orientador com todas as informações referente ao retorno das aulas, além disso o conteúdo abrange todos os protocolos de segurança da Vigilância Epidemiológica.A Secretaria também elaborou um questionário para tabular as necessidades de cada escola.
Em relação a discussões com a sociedade sobre o assunto a prefeitura afirma que Secretaria tem a preocupação de enviar as escolas uma pesquisa direcionada aos pais em relação ao retorno e segurança de todos os alunos matriculados, bem como os profissionais da educação e funcionários da unidade educacional.
Em Cotia, a Secretaria de Educação informou que está seguindo as orientações do Governo do Estado e do Plano SP para retomada das atividades e flexibilização da quarentena. Em relação à retomada das aulas presenciais, a Secretaria está se preparando para seguir o calendário estadual. Segundo a prefeitura foi montada uma comissão interna que conta com representantes da Educação, Saúde e Vigilância para elaborar o protocolo de retorno às aulas presenciais. Este trabalho está sendo feito para que, até o dia 8 de setembro, se o cenário da pandemia apontar para a possibilidade de retomada das aulas presenciais, os alunos possam ser recebidos com segurança, bem como os colaboradores das unidades escolares.
Em Barueri a Secretaria de Educação também se organiza para o retorno gradativo em setembro. A prefeitura informa que o protocolo está sendo produzido por equipes profissionais de diversos setores e assim que aprovado será divulgado.
Em Itapevi as 68 unidades educacionais da rede municipal devem retornar no dia 08 de setembro. Segundo a prefeitura a Secretaria de Educação está finalizando o plano de retorno às aulas. Neste plano há protocolos sanitários, como por exemplo, um dispenser de álcool em gel para cada sala de aula, além de aquisições de máscaras, álcool em gel e papel toalha para uso dos alunos. E ainda higienização especial dos talheres, pratos e copos utilizados na merenda escolar.
A prefeitura informa ainda que a proposta é o retorno de 1/3 de casa turma, mais detalhes vamos ter com a finalização do plano de retomada às aulas em Itapevi.
Segundo a administração, para o plano será realizado um trabalho intersetorial, com a presença de servidores das Secretarias de Educação, Desenvolvimento Social, Cultura, Esportes, Segurança e dos Conselhos Tutelar e Municipal de Educação. A proposta é que todas as áreas somem esforços para realizar um retorno seguro para todos os envolvidos, seja alunos professores e profissionais da educação.






