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Procon exige explicação da Netflix, sediada em Barueri, sobre cobrança extra para contas compartilhadas

Serviço de streaming divulgou que vai cobrar taxa adicional para usuários fora dos endereços cadastrados do titular da conta. Empresa tem até terça (22) para responder
Sede da Netflix em Alphaville, Barueri (Divulgação / Netflix)

O Procon-SP notificou a Netflix, com sede em Barueri, no bairro Alphaville, exigindo explicações sobre o estudo feito pelo serviço de streaming para cobrar taxa adicional dos assinantes que compartilharem suas senhas com outras pessoas. A empresa tem até o dia 22 de março para responder às questões enviadas pelo órgão de defesa do consumidor.

Entre as perguntas, o Procon-SP quer saber: quais os critérios usados para escolha dos assinantes testados, se os consumidores foram informados de forma prévia e como se deu essa comunicação, como comprovará que o acesso está sendo realizado fora da casa do assinante, entre outras questões.

Entenda o caso
A Netflix comunicou na quarta-feira (16), por meio de nota, que vai cobrar taxa extra para quem compartilhar contas com pessoas que residam em outra casa. É quase aquele “ponto extra” que as operadoras de TV a cabo cobram. O serviço de streaming Netflix alega que ter a conta em diferentes lugares afeta a “habilidade de investir em grandes novos filmes e séries”.

A empresa adicionará duas novas funções nas configurações do serviço, a “Adicione um membro extra”, que permitirá a inclusão de até duas pessoas que não vivem na mesma residência do assinante – e a “Transferir perfil para uma nova conta”, com o intuito de facilitar a transferência de perfis entre duas contas diferentes.

Essas funções entrarão em período teste no Chile, no Peru e na Costa Rica, podendo ser expandida para outros países. Para adicionar dois membros, será cobrado o equivalente a metade do preço do plano básico. No Brasil, o plano básico custa R$ 26. Portanto, a taxa ficaria em R$ 13.