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Prefeitos da região fazem pedido de compra da CoronaVac ao Instituto Butantan

Políticos alegam que a quantidade de doses enviadas pelo governo do estado de SP na primeira remessa não é suficiente para imunização de todo o grupo prioritário 
Rogério Franco (Cotia) e Rogério Lins (Osasco) já formalizam interesse na compra de novas doses da CoronaVac (Foto: Reprodução / Redes sociais)

Com as poucas doses da CoronaVac liberadas pelo Ministério da Saúde e governo do estado de São Paulo, dois prefeitos da região, Rogério Lins (Podemos/Osasco) e Rogério Franco (PSD/Cotia), já procuraram o Instittuto Butantan para manifestar o interesse de compra de mais doses do imunizante produzido pelo instituto que combate o coronavírus. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) também aprovou o uso emergencial da vacina AstraZeneca da Universidade de Oxford que será produzida pela Fiocruz. No entanto, os insumos oriundos da Índia para produção ainda não chegaram ao Brasil.

Na terça-feira (19), as duas cidades receberam doses da CoronaVac, no entanto, em quantidade insuficiente para atender o grupo prioritário, composto por profissionais da saúde, indígenas aldeados, quilombolas e idosos acima de 60 anos.

Cotia recebeu 2.600 mil doses e, durante a vacinação, dos três primeiros profissionais da saúde, Rogério Franco revelou que possui recursos para fazer a compra de novas doses, caso tenha autorização. “Agradecemos demais as doses enviados pelo governo do estado e Ministério da Saúde. Assim que forem chegando as doses, nós vamos vacinando todas as pessoas do grupo de risco. Mas, além disso, nós fizemos um pedido de compra no instituto Butantan para que a Prefeitura possa fazer a aquisição. Se puder ser feito, nós já estamos preparados para comprar”, garantiu.

Já Osasco recebeu 7.900 mil doses, no entanto, o prefeito de Osasco, Rogério Lins, divulgou que solicitou 216 mil doses da CoronaVac, quantidade necessária para atender a primeira fase da vacinação contra o coronavírus. Ontem, por meio das redes sociais, o prefeito publicou que oficializou o pedido de compra da CoronaVac. “Estive no Instituto Butantan oficializando nossa intenção de compra de vacinas contra o covid-19 para Osasco. As doses enviadas pelo Governo Federal, infelizmente vieram em quantidade insuficiente, e nós entendemos essa dificuldade que é mundial. Se aprovarem nosso pedido, anteciparemos a imunização da população”, disse.

Nesta semana, as cidades que compõem o consórcio Cioeste – Osasco, Barueri, Cotia, Carapicuíba, Jandira, Itapevi, Santana de Parnaíba, Pirapora do Bom Jesus, Araçariguama, Cajamar e Vargem Grande Paulista – receberam mais de 25 mil doses do imunizante. Ainda não há uma data prevista para receber novas quantidades da vacina contra o coronavírus.

Doses do Governo Federal

Apesar do interesse dos prefeitos em fazer a compra, por enquanto, todas as doses da CoronaVac serão entregues ao Ministério da Saúde, que ficará responsável por fazer a distribuição das doses através do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Devido ao acordo feito com o Governo Federal, o Instituto Butantan, presidido por Dimas Covas, teve que suspender 180 contratos firmados com municípios no Brasil que tinham interesse em fazer a aquisição. Os acordos foram feitos antes do Ministério da Saúde declarar interesse na utilização da CoronaVac como imunizante “oficial” contra a covid-19. Antes de entregar as doses ao Ministério da Saúde, o Instituto Butantan informou que possuía 10,8 milhões de doses, parte delas, ficaram no Estado de São Paulo e o restante foram distribuídos entre os demais estados que compõem a federação.