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Câmara de São Roque instala CPI para investigar R$ 93 milhões ao Banco Master

CPI em São Roque vai apurar investimentos sem garantia feitos pelo instituto de previdência; valor representa quase 20% do patrimônio do fundo
CPI vai investigar a aplicação de R$ 93 milhões do São Roque Prev em letras financeiras do Banco Master (Rovena Rosa/Agência Brasil)

A Câmara Municipal de São Roque instalou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a aplicação de R$ 93 milhões do São Roque Prev no Banco Master, instituição que está no centro de apurações sobre possíveis fraudes no mercado financeiro.

O valor investido representa quase 20% de todo o patrimônio do instituto de previdência dos servidores municipais, percentual que atinge o limite máximo permitido para esse tipo de operação.

O pedido de abertura da CPI foi protocolado nesta terça-feira (28) pela vereadora Dani Castro (PSD) e contou com o apoio de Diego Costa (PSB), Rafael Tanzi (Republicanos), Paulinho Juventude (PSOL) e Marquinho Arruda (PL), garantindo o número mínimo de assinaturas para a instauração da comissão.

Banco Master: articulação para impedir CPI em São Roque

Nos bastidores, a informação é de que os vereadores que compõem a base do prefeito Guto Issa (PSD) tentavam evitar que a investigação avançasse, buscando impedir a adesão de parlamentares ao requerimento. Porém, a assinatura de Rafael Tanzi foi decisiva para a formalização da CPI.

A decisão do parlamentar ocorreu após a operação da Polícia Federal realizada na semana passada contra o instituto de previdência de Santo Antônio da Posse, que também fez investimentos no Banco Master. Os dois órgãos têm consultoria da empresa Crédito e Mercado.

A comissão deverá apurar possíveis falhas na gestão administrativa, financeira e documental do São Roque Prev, com foco em decisões tomadas entre 2024 e 2026. Guto Issa está no segundo mandato de prefeito.

Além das aplicações ligadas ao Banco Master, os vereadores também querem analisar aportes feitos no Fundo de Investimento Imobiliário Nest Eagle, a atuação de consultorias privadas e divergências encontradas em atas e registros internos do instituto.

O caso levanta questionamentos sobre a segurança dos recursos destinados à aposentadoria e às pensões dos servidores públicos municipais e deve ampliar a pressão política sobre a gestão previdenciária no município.

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