Posto de atendimento ao trabalhador retornam às atividades de forma reduzida

Poucas oportunidades e raro acesso às vagas dificultam a recolocação de desempregados

O número do desemprego no país chegou a 11,2 milhões de desempregados, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) em 26 de junho. Em um único mês, entre os dias 31 de maio e 6 de junho, esses números aumentaram em cerca de 300 mil pessoas.

Dos cerca de 11,2 milhões de desempregados no Brasil, 5,3 milhões (47,7%) estão no Sudeste, que é a região mais populosa do país. Esse número também reflete na região e traduz a dificuldade de recolocação profissional de moradores das cidades locais. 


Posto de atendimento ao trabalhador retornam às atividades de forma reduzida

A moradora de Barueri, Camila Garcia Damasceno, de 37 anos que procura vaga no setor de logística (Foto: Giro S/A)

Desempregadas

A moradora de Barueri, Camila Garcia Damasceno, de 37 anos, faz parte deste contingente.A analista de logística está há 7 meses desempregada e conta que a tentativa de recolocação no mercado não está fácil.

“Antes eu entregava currículo nas portas das empresas, porque moro próxima delas. Mas por conta da pandemia tive que focar no envio online, o que dificultou mais ainda. Me cadastrei em todos os sites de emprego conhecidos, mas não apareceu nada até agora”, lamenta.

De acordo com Camila, há mais um agravante na busca por emprego. “Por ser moradora nova na região não consigo muitos benefícios. Já fui no Ganha tempo, mas lá é só com o agendamento para alguns serviços e o PAT está fechado”

Por estar desempregada recentemente Camila não entrou como beneficiária do auxílio emergencial. “Para pagarmos nossas contas eu tenho trabalhado como manicure ou o que pintar. A situação não está fácil”, lamenta.

Camila afirma que já procurou os PATs da região em outras ocasiões, mas disse que as vagas oferecidas são reduzidas. “Não entendo porque não há um esforço das prefeituras por fazer parceria com as empresas e oferecer mais vagas, de todos os níveis. Acho que isso é o mínimo”, indica.

A analista alerta para os golpes que acontecem por causa do desemprego. “O desespero me fez procurar trabalhos em casa por digitação oferecidos em grupos de redes sociais e vi que é tudo enganação, eles ainda pedem investimentos para isso. Enfim, é desesperador”, conclui.

Desrespeito

A moradora de Carapicuíba, Denise Aparecida Lacerda, 33, enfrenta o desemprego há dois anos. Formada em Gestão Comercial, Denise tem pesquisado diariamente vagas em jornais e sites e grupos em WhatsApp, não somente na área dela. “Tento em outras vagas porque acho que atendo o perfil, mas apesar de várias entrevistas, nem retorno a gente tem. É um desrespeito completo com quem está desempregado”, desabafa.

Para não ficar sem renda, Denise conta que não recusa opções. “Nesse período que estou desempregada fiz alguns trabalhos esporádicos como ajudante geral, ajudante de cozinha, garçonete, recepção, enfim tudo que aparecia na minha região e que desse para fazer. Mas agora a situação está insustentável”, reclama.

De acordo com ela o PAT da cidade distribuí poucas senhas para atendimento e as vagas são escassas. “O que tem me ajudado é que consegui o auxílio emergencial, que me dá um fôlego, mas o que a gente quer mesmo é emprego. E quando este auxílio acabar?”, questiona.


Posto de atendimento ao trabalhador retornam às atividades de forma reduzida

Bárbara mora com o marido, que também está desempregado, e ambos trabalham informalmente para cobrir as despesas.

A moradora de Santana de Parnaíba, Bárbara de Souza Ramos, 21, está há 3 anos desempregada. Ela afirma que para os jovens a dificuldade é ainda maior. “Procuro emprego, faço entrevista, mas nunca sou chamada. Saio sempre arrasada dos processos de seleção”, confessa.

Bárbara mora com o marido, que também está desempregado, e ambos trabalham informalmente para cobrir as despesas. “Eu me viro com faxina, ele com trabalhos em obras. Mas agora nem isso está tendo mais”, registra.

Postos do Trabalhador

PAT Osasco conta
Com 3 unidades na cidade, atendeu 46 mil pessoas no primeiro trimestre. Em virtude da pandemia, somente a unidade do centro reabriu, com equipe e horário reduzidos para atendimento do CadUnico com agendamento pela central 156. Outros serviços com o Oferta de Vagas e Seguro desemprego, o atendimento é remoto, e também é preciso agendar pela Central. Os endereços online para acessar as vagas são: @portalosascosp no facebook e @portaldotrabalhador no instagram.

PAT Carapicuíba
Antes da pandemia atendia cerca de 400 pessoas por dia e agora são 120. No município, o PAT retomou suas atividades presenciais em junho, com distribuição de senhas, funcionando com 20% a 30% da capacidade interna, dentro dos protocolos de distanciamento social, higienização do espaço com maior frequência, e outras medidas de enfrentamento ao coronavírus.

As vagas ofertadas são disponibilizadas no site e Facebook oficial da Prefeitura, ou pelo SINE Fácil, acessando: www.gov.br/trabalho. Facebook: https://www.facebook.com/prefeituradecarapicuibasp/ Site: http://www.carapicuiba.sp.gov.br/

PAT Jandira
Atendia em média 150 pessoas por dia e agora atende 50, seguindo os protocolos de saúde, mantendo o distanciamento social. Por enquanto há recebimentos de currículos, realização de processos. Não há site para divulgação de vagas. No início da semana foram preenchidas 150 vagas no início. A Casa do Trabalhador de Jandira fica localizada na rua Rubens Lopes da Silva, 333 – Centro.

PAT Cotia
Antes da pandemia o atendimento médio girava em torno 150 pessoas e agora giram em torno de 80. Há atendimento presencial para cadastro e seguro desemprego com horários agendados. Para novas vagas é preciso se cadastrar no PAT e baixar o aplicativo Sine Fácil, onde recebe informações de vagas. O cadastro é feito por ordem de chegada. Fica na Rua Monsenhor Ladeira, 38, Vila São Francisco e o PAT Caucaia do Alto fica na Avenida Luís Sacramento, 624, Caucaia do Alto – Regional de Caucaia

PAT Itapevi
Antes da pandemia fazia 400 atendimentos diários está suspenso. Mas a prefeitura indica o cadastro através do site: https://empregabrasil.mte.gov.br/ e pelo aplicativo Sine Fácil (https://empregabrasil.mte.gov.br/). Também é possível o envio de currículos para o email: sec.emprego@itapevi.sp.gov.br e em caso de dúvidas e orientações pelo fone 4143-8888.