Ponte do Esqueleto pode ser demolida após tragédia que matou jovem de Jandira

Após tragédia que matou jovem de Jandira em Limeira, autoridades anunciam reforço no bloqueio e avaliam demolição de Ponte do Esqueleto
Moradora de Jandira, Maria Eduarda morreu após um salto sem corda na Ponte do Esqueleto em Limeira (Reprodução)

Após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, no sábado (13), durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis, autoridades federais e municipais iniciaram discussões sobre a possível demolição da estrutura. A medida foi debatida em reunião com representantes da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), da Advocacia-Geral da União (AGU) e das prefeituras dos dois municípios.

Segundo a SPU, os prefeitos de Limeira, Murilo Félix, e de Cordeirópolis, Cristina Saad, manifestaram apoio à remoção da ponte. Enquanto uma solução definitiva é analisada, as administrações municipais se comprometeram a reforçar os bloqueios já existentes para impedir o acesso de visitantes ao local.

A Prefeitura de Limeira informou que irá reabrir uma vala criada anteriormente para restringir a entrada na área. De acordo com o município, a barreira havia sido fechada sem autorização da administração.

A União também anunciou a instalação de placas informando que a ponte é patrimônio federal e que a entrada no local é proibida. Além disso, serão implantadas novas barreiras físicas para dificultar o acesso à estrutura. A SPU informou que seguirá discutindo alternativas com os municípios, incluindo a retirada completa da ponte.

Investigação da morte

Maria Eduarda morreu após cair de aproximadamente 40 metros durante a prática de rope jump. Conforme as investigações da Polícia Civil, a jovem foi lançada da ponte sem que as cordas de segurança estivessem instaladas no momento do salto.

Ponte do Esqueleto pode ser demolida após tragédia que matou jovem de Jandira
A moradora de Jandira, Maria Eduarda, de 21 anos, morreu durante salto de rope jump em Limeira (Reprodução/Redes sociais)

A vítima sofreu politraumatismo e morreu ainda no local. Seis pessoas foram detidas após o acidente, mas apenas três permaneceram presas. Elas foram indiciadas por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de provocar a morte, mesmo sem intenção direta de matar. A Justiça converteu as prisões em flagrante para prisão preventiva.

Pedido de bloqueio já havia sido feito em 2024

A discussão sobre o acesso à Ponte do Esqueleto não é recente. A Superintendência do Patrimônio da União em São Paulo informou que já havia solicitado à Prefeitura de Limeira o bloqueio da área após outro acidente fatal registrado em abril de 2024.

Na ocasião, a ciclista Kelly Stefani de Oliveira Alves, de 39 anos, morreu após perder o equilíbrio e cair da estrutura durante um passeio de bicicleta com amigos e familiares.

O tema também foi debatido na Comissão de Saúde, Lazer, Esporte e Turismo da Câmara Municipal de Limeira ainda em 2024.

Ponte do Esqueleto pode ser demolida após tragédia que matou jovem de Jandira

Após a morte de Maria Eduarda, a Prefeitura de Limeira divulgou nota afirmando que pretende acionar judicialmente o governo federal. A administração municipal alegou que a União, responsável pela área, foi omissa na adoção de medidas de segurança, apesar dos ofícios encaminhados no início deste ano cobrando providências.

Quem era Maria Eduarda

Moradora de Jandira, Maria Eduarda Rodrigues de Freitas tinha 21 anos e atuava em uma academia de musculação. Em suas redes sociais, compartilhava rotinas de treinamento e informava ter formação em Educação Física e gestão esportiva.

Horas antes do acidente, ela publicou imagens da Ponte do Esqueleto. Em uma das postagens, escreveu: “Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte?”.

De acordo com o boletim de ocorrência, a jovem utilizava uma câmera GoPro durante a atividade para registrar o salto. O equipamento não foi encontrado após a queda.

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