A Prefeitura de Limeira iniciou uma nova etapa de bloqueio dos acessos à Ponte do Esqueleto após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante uma atividade de rope jump realizada no local. A intervenção ocorreu nesta quarta-feira (17) e busca impedir a entrada de pessoas em uma área que permanece interditada há anos devido aos riscos estruturais.
Segundo a administração municipal, os trabalhos foram realizados em apoio ao Governo Federal, responsável pela área. O objetivo é reforçar o fechamento de acessos irregulares que, mesmo após sucessivas sinalizações e bloqueios, continuam sendo utilizados por frequentadores.
A tragédia também levou autoridades a discutir medidas permanentes para evitar novos acidentes. Em reunião realizada nesta semana, o prefeito Murilo Félix, representantes da União, autoridades municipais e o deputado federal Miguel Lombardi debateram alternativas para aumentar a segurança no local.
Durante o encontro, foi solicitado ao Governo Federal que avalie a demolição da estrutura como solução definitiva. Também foi defendida a abertura de uma investigação da Polícia Federal para apurar a divulgação e a possível organização de novas atividades na ponte.
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Governo Federal avalia novas barreiras
De acordo com a Prefeitura, a Ponte do Esqueleto está interditada há anos em razão dos riscos oferecidos pela estrutura. Apesar disso, os bloqueios existentes vêm sendo constantemente desrespeitados.

Em resposta, o Governo Federal informou que pretende reforçar a sinalização já instalada e analisar a implantação de novas barreiras físicas para restringir o acesso ao local.
Jovem de Jandira caiu em salto sem corda
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas morreu após cair de uma altura aproximada de 30 metros durante a prática de rope jump no último sábado (13), na Ponte do Esqueleto, localizada na divisa entre Limeira e Cordeirópolis.
Vídeos gravados por participantes mostram o momento em que a jovem é preparada para o salto por três instrutores. Pouco antes da queda, pessoas presentes percebem que ela não estava conectada ao sistema de segurança.
Um amigo da vítima, que acompanhava a atividade, presenciou o acidente e precisou ser encaminhado para atendimento médico devido ao estado de choque.
Instrutores permanecem presos
Os três instrutores que aparecem nas imagens foram presos e responderão por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de provocar a morte.
A Justiça converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva. Conforme a decisão judicial, os investigados permanecerão isolados dos demais detentos durante os primeiros dez dias de custódia.
O caso segue sob investigação.
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