Para especialista, radares têm caráter meramente punitivo e arrecadatório

Controle. Osasco, Santana de Parnaíba e Barueri vão retomar o uso da fiscalização eletrônica

Por Raquel Duarte

O número crescente dos acidentes tem servido como justificativa para cidades instalarem radares. A fiscalização eletrônica se tornou recurso mais fácil e rentável de monitoramento.

Barueri não tem radares no momento. Porém, a cidade vai instalar duas lombadas eletrônicas (Via Parque e Av. Alphaville) e três radares de avanço de semáforo nos bairros Silveira, Engenho Novo e Aldeia de Barueri.

Em Santana de Parnaíba a prefeitura divulgou que serão instalados radares nas principais vias com elevado índice de acidentes ou abuso de velocidade. Os locais estão sendo mapeados e os equipamentos em Alphaville são para testes.

Itapevi não possui radares, mas há estudos. No entanto, há 4 radares do DER. Já em Osasco, os radares não funcionam desde 2017. Mas há licitação para contratação do serviço. Cotia informou que não possui radares vinculados à prefeitura. Carapicuíba não retornou ao Giro S/A.

Para o diretor da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego, Alberto Francisco Dabbagi, o radar não é solução. “As cidades costumam adotar radares como solução para tudo. Mas não se preocupam em resolver questões como de infraestrutura viária, falta de preparo dos condutores e irresponsabilidade dos motoristas”, aponta.

Para ele, radares oferecem ação punitiva. “Problemas continuarão se repetindo. O ideal é reunir educação para motoristas, motociclistas e pedestres, e presença de fiscalização. A utilização do radar tem que deixar de ser punitiva e meramente arrecadatória”, defende.

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