Com 65 km² e quase 700 mil habitantes, um dos grandes desafios de Osasco é garantir mobilidade urbana. Com o crescimento de empreendimentos residenciais e comerciais é comum haver congestionamentos.
Osasco possui uma frota de 450 mil veículos cadastrados e entre projetos considerados prioritários pela administração está a reformulação da entrada da cidade, através da rodovia Castello Branco. “Estive com o vice-governador Rodrigo Garcia (DEM) que garantiu que existe um sentimento positivo do governador João Doria (PSDB) para em curto prazo realizar a obra da nova entrada”, disse o prefeito de Osasco Rogério Lins (Pode).
A administração também estuda a construção de um complexo que ligará o centro à zona norte. “É um projeto de custo alto e buscamos recursos paraa construção”, afirma o prefeito.
TRANSPORTE
Com 23 quilômetros de faixas exclusivas para ônibus, uma das promessas de campanha de muitos políticos para garantir mobilidade foi a implantação do Bilhete Único. Lins garante que a medida sairá do papel até fevereiro de 2020.
“Existe a possibilidade de encurtar esse prazo e entregarmos este ano. O município subsidiará em R$ 3 milhões por mês”, revela, acrescentando que também será garantida a integração com trens da CPTM.
Para o especialista em mobilidade urbana e professor do Mackenzie, Luiz Vicente, as prefeituras devem pensar em conjunto. “Não adianta cada cidade terum plano de mobilidade, pois a região enfrenta os mesmos problemas”, explica. Ele acrescenta que o transporte público é a solução.
“Obras viárias chegam a um ponto onde se cria gargalos. Então, primeiro se deve investir em transporte e depois adotar medidas para atrair empresa para que a população tenha oportunidade de trabalho na cidade onde vive e assim fique menos tempo no trânsito.”






