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Operação contra fraude de R$ 14 milhões tem alvo em Alphaville

Polícia Civil cumpriu mandados em Alphaville e investiga esquema que usava engenharia social para acessar contas empresariais
Barueri
Viaturas da Polícia Civil durante operação em Alphaville, em ação que investiga esquema de fraude bancária milionária com prejuízo superior a R$ 14 milhões (Divulgação/SSP)

Uma ação da Polícia Civil de São Paulo movimentou Alphaville, em Barueri, nesta quinta-feira (23), durante a segunda fase da Operação Infidelitas. Viaturas foram registradas no Residencial Villa Solaia, um dos pontos ligados à investigação de um esquema que já desviou mais de R$ 14 milhões de uma conta empresarial.

Ao todo, a operação cumpre 22 mandados de busca e apreensão e cinco de prisão. A ação é coordenada por equipes da Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCiber), ligada ao Departamento Estadual de Investigações Criminais, com a participação de 55 policiais distribuídos em 29 equipes.

Além de Alphaville, as diligências ocorrem em outros endereços da capital paulista e da Região Metropolitana, incluindo Carapicuíba, Franco da Rocha e Mogi das Cruzes. Também há ações na região de Piracicaba e no estado de Goiás, com apoio das autoridades locais.

As investigações apontam que o grupo criminoso conseguiu acesso indevido a credenciais corporativas por meio de técnicas de engenharia social, o que permitiu assumir o controle da conta da empresa vítima. Há indícios de participação interna no esquema.

Com o acesso, os valores foram rapidamente transferidos e distribuídos por meio de operações via TED, PIX e boletos, dificultando o rastreamento do dinheiro.

Segundo o delegado Christian Nimoi, da DCCiber, a apuração começou após a comunicação do desvio por uma instituição financeira. Na primeira fase da operação, realizada em novembro de 2025, foram cumpridos mandados contra dois investigados e apreendidos equipamentos que indicaram a existência de uma estrutura criminosa interestadual.

Nesta nova etapa, o objetivo é aprofundar a coleta de provas, identificar todos os envolvidos e apreender bens adquiridos com recursos ilícitos. Entre os investigados estão advogados, empresários e pessoas com conhecimento técnico em sistemas.

Até o momento, três pessoas foram presas, incluindo um ex-gerente de banco e um advogado. As investigações seguem em andamento.

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