O corpo do empresário Marcelo Magalhães de Almeida, de 31 anos, foi encontrado na manhã desta quinta-feira (23) no córrego Rio Cotia, em Carapicuíba. A informação foi confirmada pela família após sete dias de buscas realizadas por equipes da Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e Polícia Militar.
Marcelo estava desaparecido desde a noite de 16 de julho. Inicialmente tratado como desaparecimento, o caso passou a ser investigado como homicídio qualificado, sequestro e ocultação de cadáver à medida que as investigações avançaram.
Segundo a Polícia Civil, o empresário foi vítima de uma emboscada planejada por um grupo criminoso. Três suspeitos foram presos e um quarto investigado segue sendo procurado.
Marcelo Magalhães: vítima foi atraída por amigo
De acordo com o inquérito, o principal suspeito é Lucas Soares de Lima, conhecido como “Quadrado”, apontado como mentor do crime. A investigação indica que ele marcou um encontro com Marcelo Magalhães e o atraiu até o local onde o empresário foi rendido.
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Ainda conforme a polícia, Lucas contou com a participação do irmão, Paulo Sérgio Soares de Almeida, e de Júlio César Moura Batista. Os três tiveram as prisões decretadas pelos crimes de homicídio qualificado, sequestro e ocultação de cadáver.
Carapicuíba: vídeo reforçou linha de investigação
Durante as diligências, a Polícia Civil apreendeu um vídeo que passou a integrar o inquérito. Segundo os investigadores, as imagens mostram Marcelo amordaçado, com as mãos amarradas e deitado sobre uma cama, enquanto os suspeitos aparecem ao redor da vítima.
A gravação foi encontrada em um dos celulares apreendidos durante a investigação e reforçou a hipótese de que o empresário permaneceu em cárcere privado antes de ser morto.
Além do vídeo, policiais reuniram imagens de câmeras de segurança, depoimentos e perícias realizadas em imóveis ligados aos investigados.
Transferências bancárias e extorsão
A investigação aponta que, enquanto Marcelo estava sob o domínio dos criminosos, foram realizadas transferências bancárias utilizando suas contas. Segundo a Polícia Civil, pelo menos R$ 8 mil foram transferidos antes da morte do empresário.
Os investigadores também apuram que Lucas vinha extorquindo Marcelo, exigindo dinheiro, presentes de alto valor e até um apartamento. A motivação, segundo a polícia, estaria relacionada ao conhecimento que o suspeito tinha sobre aspectos da vida pessoal da vítima.
Mãe de suspeito denunciou o filho
Um dos depoimentos considerados importantes para o avanço da investigação foi prestado pela mãe de Lucas. À polícia civil, ela relatou que o outro filho, Paulo Sérgio, foi até sua residência um dia após o desaparecimento de Marcelo e afirmou que Lucas havia “arrumado um problemão” e pretendia envolver outras pessoas no crime.
O relato contribuiu para reforçar a linha de investigação adotada pelos policiais.

Família pediu respeito durante as investigações
Antes da localização do corpo, a companheira de Marcelo, Juliana Castro, e a defesa da família divulgaram uma nota pública pedindo responsabilidade na divulgação de informações sobre o caso.

O advogado afirmou que familiares enfrentavam o luto enquanto conviviam com boatos, especulações e publicações ofensivas nas redes sociais. Em uma manifestação pública, Juliana também fez um apelo para que a população evitasse julgamentos e preservasse a memória do empresário.
“Peço, com toda humildade, que não compartilhem conteúdos, que evitem julgamentos e acusações. Por trás de cada notícia existem pessoas reais, uma família enlutada e um homem que merece ter sua história e sua memória respeitadas”, escreveu
Investigação continua
Com a localização do corpo, a Polícia Civil dará sequência às perícias que deverão esclarecer as circunstâncias da morte. Os laudos da Polícia Científica, incluindo os exames realizados no veículo da vítima, nos imóveis investigados e no local onde o corpo foi encontrado, devem integrar o inquérito que apura o caso.
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