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Funcionários de combate à dengue de Barueri estão com Covid-19

Parte da equipe manifestou preocupação com o risco de infecção
Oito profissionais que fazem parte da equipe de combate à dengue de Barueri, na Grande São Paulo, foram infectados pelo novo coronavírus. O Giro S/A procurou a prefeitura, que informou que segundo o Ministério da Saúde, os serviços essenciais não podem ser suspensos, e que o combate a endemias, que faz parte da Diretoria Técnica de Controle de Zoonoses, é um serviço de saúde, portanto essencial e não pode ser interrompido.

De acordo com o G1, no final de março, os agentes de endemias entregaram uma carta, assinada por 17 profissionais, na qual solicitavam ficar em quarentena, mas a prefeitura respondeu que o trabalho de combate às endemias não pode parar.

De acordo com a assessoria de imprensa do município no mês de março foram registrados 5 casos de dengue, e se somados, de janeiro a março, foram 21 casos. Como comparativo, em 2019 foram 22 casos durante todo o ano.

Segundo o G1 os funcionários chegaram a gravar um vídeo sobre o assunto, mas os participantes tiveram que tirar férias “compulsórias”. E que eles somente tiveram os equipamentos de proteção individual depois de reclamarem e fazerem uma pressão.

Ao Giro S/A a prefeitura informou que estão sendo oferecidos os recursos para que desempenhem suas funções com o máximo de segurança possível. Isso inclui Equipamentos de Proteção Individual, como luvas, máscaras, álcool em gel e todas as orientações de segurança.

De acordo com relato dos funcionários ao G1, eles seguem para o trabalho em uma van com 16 pessoas. Dos oito infectados, seis trabalham nas vans. Os que testaram negativo continuam saindo juntos no veículo.

A prefeitura informou que estão sendo feitas também a higienização das viaturas com empresa especializada.

Ainda segundo a prefeitura, a atividade dos agentes de combate às endemias também foi adaptada para garantir a integridade física deles. Seguindo a nota técnica do Ministério da Saúde, eles só estão fazendo visitas peridomiciliares, ou seja, em volta das residências e não dentro delas. No caso das orientações ao munícipe, devem manter distância segura. E, ainda conforme nota técnica do Ministério da Saúde, os bloqueios são necessários sempre que há confirmação de dengue na residência.