O governador de São Paulo, João Doria (PSDB) anunciou no início desta semana que o estado arrecadou mais de R$ 97 milhões de fundos para a modernização da fábrica que irá produzir as doses da vacina contra o coronavírus, a Coronavac, que está sendo testada pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac. O comunicado foi feito durante coletiva de imprensa realizada no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo.
As obras têm previsão de início a partir de 1º de novembro e toda a gestão do empreendimento será feita em parceria com a ONG Comunitas. “A estrutura física já existe, o que precisamos é de adaptação e modernização a um custo total de 160 milhões de reais. Deste total, 97 milhões de reais já foram arrecadados da iniciativa privada. Estamos trabalhando junto ao Ministério da Saúde para que, no primeiro trimestre do ano que vem, tenhamos 100 milhões de doses importadas”, disse Doria.
Negociações
O governo estadual também vem negociando com o Ministério da Saúde para conseguir um investimento de R$: 1,9 bilhão, sendo R$ 85 milhões para o estudo clínico, R$ R$ 60 milhões para reforma da fábrica e o restante para que oferta de imunizações à população cheguem a 100 milhões de doses até maio de 2021. Entretanto, o estado vai receber, diretamente da China, 46 milhões de doses do medicamento até dezembro de 2020 – até março de 2021, receberá um segundo lote com mais de 15 milhões. “O Brasil será, provavelmente, um dos primeiros países do mundo a ter vacina disponível para vacinação em massa”, afirmou o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas.







