A expectativa de vida tem aumentado e, com isso, mais idosos decidem seguir no mercado de trabalho depois dos 60 anos na Grande São Paulo. É o que mostra estudo da Fundação Seade, divulgado terça 28/6, que analisou a evolução nos últimos anos.
A mudança ocorrida em três décadas foi motivada pela chegada de mais mulheres à área. O indicador aponta que no mercado de trabalho na região metropolitana, a taxa de participação das pessoas de 60 anos e mais, entre 1986/87 e 2014/15, aumentou de 10,5% para 14,9%, entre as mulheres. No caso dos homens houve pequena oscilação de 35,3% para 34,9%, para os homens.
Além disso, 78,7% dos idosos estavam na condição de inativos nos anos 1980, porcentual que diminuiu para 76,9%, na verificação até o ano passado. O número de pessoas que respondeu viver da ajuda de parentes nessa idade caiu de 5% para 2%.
“A redefinição do papel da mulher, a extensão da juventude e o adiamento da velhice são marcas do mundo atual e justificam, em parte, a tendência de ampliação da vida produtiva remunerada dos idosos”, afirma a pesquisadora Marcia Helben Guerra, autora do estudo.
Mais da metade dos moradores da Grande São Paulo que trabalham com mais de 60 anos estão no setor de Serviços, em áreas como a administração pública, de alojamento e alimentação, artes, cultura e recreação.






