Consumo: o pagamento do 13º salário será um dos propulsores das vendas em 2022, devendo ser 37,5% maior em comparação ao ano passado
Thais Bevilacqua, empresária e moradora de Santana de Parnaíba, já está fazendo as compras de Natal. Ela pretende gastar, em média, de R$ 100,00 a R$ 150,00 com os presentes, neste ano. “Pesquisarei preços e escolherei com cautela. A economia está incerta, por enquanto”, afirma Thais, que pretende, ainda, pagar a vista os presentes nesta faixa de custo. Os mais caros serão parcelados. Itens de vestuário e calçados, além de eletrônicos, estão no radar da empresária.
Segundo a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), as vendas do comércio varejista no Estado de SP devem crescer 8% em dezembro de 2022, impulsionadas pelo pagamento do décimo terceiro salário e pelo consumo do Natal. O porcentual representa R$ 8,8 bilhões a mais do que o faturado no mesmo período do ano passado. A projeção é da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). A expectativa é de que o varejo paulista fature R$ 112,4 bilhões no último mês do ano.
Diante do aumento no número de trabalhadores formais, após dois anos de pandemia da covid-19, o montante injetado pelo benefício do 13º salário na economia do Estado de SP deve ser 10% maior – passando de R$ 72,6 bilhões, em 2021, para R$ 79,9 bilhões, neste ano.
Apesar de o valor do recurso não ser totalmente direcionado às compras de Natal, a projeção da FecomercioSP é que o montante seja 37,5% maior. Isso representa cerca de R$ 14 bilhões em consumo financiado pelo benefício, ante R$ 10,2 bilhões registrados em 2021. A maior parte do benefício deve ser destinada à quitação de dívidas e despesas de início de ano, como custos escolares, IPVA e IPTU.
SETORES EM DESTAQUE
O setor de vestuário, tecidos e calçados deve obter o melhor desempenho no varejo, com crescimento estimado de 16% em dezembro de 2022, ante o mesmo mês do ano passado. Concessionária de veículos e o setor de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamento têm aumento estimado de 12% e 11%, respectivamente.
Já supermercados, farmácias e perfumarias devem registrar desempenho positivo em dezembro, de 6% e 8%, respectivamente, diferentemente do ano passado, quando registraram dados negativos. Porém, o segmento de móveis e decoração tem previsão de saldo negativo de 12% em dezembro.






