Municípios não conseguem atender demanda por remédios

Falta de medicação pode agravar doenças, diz especialista​

A rede pública de saúde da região, assim como a do país, está saturada. A busca por consultas aumentou, de janeiro a agosto deste ano, em comparação ao mesmo período de 2015, segundo as Prefeituras de Barueri e Osasco (veja box à esquerda). Apesar disso, a retirada de remédios diminuiu. Mas, os pacientes afirmam não encontrar a​ medicação na rede. Os usuários do serviço de Osasco retiraram 29.468 medicamentos neste ano, até agosto. Em 2015, mesmo período, foram 43.669.
Em Barueri, 383.454, ante 705.049, nos meses mencionados. Cotia não especificou o número de entregas de remédios.
Para a professora de Saúde Coletiva da FMABC (Faculdade de Medicina​ do ABC) Vânia Barbosa do Nascimento, o consumo está aumentando, não diminuindo. “Pode ser que aquele produto que foi prescrito não foi encontrado, mas o consumo está aumentando. Tem questões como o médico prescrever remédios comerciais e não os que existem na rede. Existe uma lista básica dos remédios que devem ter”, disse.
Segundo a especialista, a falta de medicamentos, somada à crise financei​ra, é um problema sério.​ O medicamento é considerado hoje uma garantia de que o problema das pessoas não vai se agravar. Se não for encontrado o remédio, a doença pode evoluir”, explicou. As medicações mais usadas na região são para hipertensão, diabetes e doenças do estômago. Ambas as administrações informaram que não conseguem atender 100% da demanda. Os motivos são diversos como atrasos do fornecedor, prescrições de medicamentos não padronizados pelo município, problemas de fabricação, de licitação, entre outros.

Mais recentes