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Alojamento e Alimentação: 57,5% dos trabalhadores formais são mulheres no segmento privado

O dado faz parte de levantamento da Fhoresp sobre a contratação de mulheres nos dois setores em estabelecimentos privados; saiba mais
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O índice é superior à média nacional da população feminina com carteira de trabalho (Divulgação/Fhoresp)

O dado faz parte de levantamento da Fhoresp sobre a contratação de mulheres nos dois setores em estabelecimentos privados; saiba mais

Você sabe quais os setores que mais empregam mulheres no País no segmento privado? Segundo levantamento do Núcleo de Pesquisa e Estatística da Federação dos Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo (Fhoresp), os de Alojamento e Alimentação, com 57,5% de trabalhadoras contratadas de maneira formal.

O índice é superior à média nacional da população feminina com carteira de trabalho: 41,4%. Os dados são referentes ao ano de 2024.

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Mulheres: quase 1,3 milhão

A Fhoresp elaborou a pesquisa com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Segundo Edson Pinto, diretor-executivo da Federação e presidente do SinHoRes Osasco – Alphaville e Região (Sindicato Empresarial de Hotéis, Restaurantes, Bares, Padarias, Buffets, Casas Noturnas e Similares), a contratação de mulheres é uma característica do segmento, uma vez que, Alojamento e Alimentação acabam sendo a porta de entrada para o mercado de trabalho, sobretudo para jovens e mulheres até os 30 anos:

“Este levantamento comprova a importância do nosso segmento na inclusão das mulheres no mercado de trabalho. O setor atua fortemente na Hospitalidade, que abarca hotéis, restaurantes, bares, casas noturnas, cafeterias, padarias e lanchonetes, sendo uma área iminentemente de contato humano, que depende de sensibilidade, de habilidade e de acolhimento – características que encontramos mais nas mulheres. Então, é meio que natural que elas acabem ocupando essas vagas mais que o homens”, destaca Edson Pinto.

Como comentado acima, no ano passado, o índice de trabalhadoras nos setores de Alimentação e de Alojamento foi de 57,5%. Isto representa um universo de 1.293.768 mulheres. Homens totalizam 41,4%, ou seja, 956.314 funcionários.

Dentro do subgrupo de Serviços, estes segmentos são os que mais contratam mulheres, ficando atrás apenas da Administração Pública, com 73,3% – essa área, no Brasil, historicamente, tem ocupação majoritariamente feminina, segundo estudo da Fhoresp.

De acordo com a Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo, o emprego formal feminino no País cresceu 11,16%, entre 2022 e 2024, em ritmo superior ao masculino, que registrou 10,68%.

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Edson Pinto, diretor-executivo da Federação e presidente do SinHoRes Osasco – Alphaville (Divulgação/Fhoresp)

Salários em alta

A remuneração feminina também obteve resultados positivos no ano passado, de acordo com a pesquisa, passando da média de R$ 2.015 para R$ 2.180, representando alta de 8%, entre 2022 e 2024.

Embora tenha sido registrado aumento na comparação com a alta dos salários oferecidos aos homens (7,7%), eles ainda recebem mais: R$ 2.515.

Para a advogada Alessandra Caligiuri Calabresi Pinto, diretora de Empreendedorismo Feminino da Fhoresp, não há diferença no piso salarial entre homens e mulheres, mas, sim, “distorções” face a cargos de liderança. “Palestras e capacitações estão sendo ofertadas e realizadas para empresários do setor. Queremos desconstruir algumas crenças e mostrar as nossas necessidades e dores, para que o mercado abra espaço e conceda cada vez mais oportunidades para as mulheres em Diretorias, Gerências e Coordenações”, afirma Alessandra.

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(Divulgação/Fhoresp)

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