O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo (MPSP) cumpriu, na quinta-feira (4), quatro mandados de prisão e de busca e apreensão nas cidades Barueri, Santana de Parnaíba e São Paulo. Nove pessoas foram indiciadas. Ação fez parte da “Operação Parasita – Fase 2”, que investiga fundo clandestino de recuperação judicial e que gerou prejuízo superior a R$ 100 milhões.
De acordo com o MPSP, a organização criminosa denominava como o “maior fundo distressed business do Brasil” e vinham praticando crimes contra inúmeras vítimas, causando prejuízos econômicos e sociais elevados. Os denunciados se apresentavam como um grupo especializado na compra e recuperação de empresas, alegando possuir especialização no ramo de sociedades estressada, os chamados “fundos abutres”.
No entanto, ao invés de sanearem e reerguerem as pessoas jurídicas adquiridas, o grupo roubava seu patrimônio, lesando credores e antigos proprietários, além de não pagar verbas trabalhistas e prestadores de serviços. Ainda de acordo com o MPSP, também se apurou que, para implementação das fraudes, a organização criminosa criou uma complexa estrutura societária formada por mais de 20 companhias, a maior parte delas com elementos indicativos de falsidade nos seus atos constitutivos.






