O drama de F.M. começou na tarde do último dia 4 de março, após solicitar almoço por meio do aplicativo iFood. Moradora de Osasco, cidade em que a empresa de delivery mantém sua sede no Brasil, a consumidora que pediu anonimato trabalha no bairro do Butantã, em São Paulo, e relata, a seguir, os detalhes do golpe sofrido.
“Logo que meu almoço chegou, o entregador informou que havia uma taxa de entrega. Desconfiei, mas como o motoboy estava com o pedido e os dados do aplicativo corretos, dei meu cartão para pagar a taxa. Ele me mostrou a maquininha com o valor exato. Inseri minha senha, e como na máquina do PagSeguro não há emissão de nota, conferi o valor e já na segunda colherada do meu almoço, chegou a mensagem do banco, dizendo que eu estava com saldo devedor e que eles iam me cobrar juros. Achei até que fosse problema com o banco, mas quando finalmente consegui contatar alguém de lá, descobri que havia um débito indevido de R$ 2.999,99 da minha conta”, diz a consumidora lesada à reportagem.
F.M. conta que o entregador, depois do ocorrido, mandou uma mensagem via chat, pedindo que ela confirmasse a entrega do pedido, mas ela respondeu, já dizendo que sabia que ele a havia furtado. Ela conseguiu a gravação da câmera, que contém a placa da moto do entregador, e tem a conversa do chat gravada, além de outras provas.
Em contato com o aplicativo, a vítima afirmou que enviou todas as provas e que está aguardando a análise do caso. “Eles me pediram 15 dias e, por enquanto, nada foi resolvido. Também fiz Boletim de Ocorrência, entrei no Reclame Aqui, mas com essa demora tem todo esse constrangimento e transtorno de estar devendo juros ao banco e ter a conta bloqueada”, relata.
Como proceder
No site do iFood existe um informativo sobre o golpe da maquininha. Lá, o app ensina como proceder ao desconfiar de um entregador, da seguinte forma:
“Fique alerta ao receber uma mensagem ou ligação do entregador, restaurante ou o próprio iFood, dizendo que houve um problema com a entrega e que, para levar o pedido até a sua casa, será preciso pagar uma taxa extra. Isso é um golpe”.
De acordo com o app, o iFood jamais cobra taxa extra nas entregas. Como aconteceu com F.M., o problema é que, com essa cobrança forjada, o cliente passa o cartão na maquininha, que está adulterada, e o valor cobrado é muito superior ao informado pelo suposto entregador. Como exemplo descrito no site “o fraudador lança na maquininha o valor de R$ 3.035, mas o valor que aparece no visor é de R$ 5”.
Neste informativo ainda, Vanessa Avena, coordenadora de operações do iFood, destaca que “é fundamental informar o iFood pelo chat imediatamente, para que a empresa possa avaliar o que aconteceu. E, se for o caso, desativar o cadastro do suposto entregador, com base nos Termos e Condições da plataforma”.







