Pedido acontece após novos acidentes envolvendo composições que são administradas pela iniciativa privada. Na tarde de segunda (16), houve o descarrilamento de trem na Linha 8 – Diamante
Após mais um novo episódio de descarrilamento de trem na Linha 8 – Diamante, administrada pela concessionária ViaMobilidade, o Ministério Público de São Paulo voltou a defender a suspensão do contrato do governo do Estado de São Paulo com a empresa responsável pelo transporte de trem que corta as principais cidades de um consórcio que reúne 12 municípios na região Oeste da Grande São Paulo. A ViaMobilidade também é responsável pala administração da Linha 9 – Esmeralda.
Na tarde de segunda-feira (16), foi registrado o terceiro descarrilamento de trem na Linha 8 – Diamante. O acidente trouxe transtorno aos usuários e levou mais de cinco horas para o problema ser resolvido. A ocorrência aconteceu por volta das 16h, na estação da Lapa, quando o veículo seguia rumo à estação Itapevi. De acordo com a ViaMobilidade, responsável pela operação da linha, não houve registro de vítimas.
Ainda ontem, uma outra ocorrência também envolveu uma outra composição da ViaMobilidade. Além de um trem ter descarrilado nas proximidades da estação Lapa, houve registro de fogo embaixo da roda de um trem que estava parado na estação Quitaúna, em Osasco. Um passageiro e um funcionário usaram extintores para apagar as chamas. Ninguém ficou ferido.
Em entrevista ao portal G1, o promotor do Ministério Público, Silvio Marques, garante que não há outra alternativa a não ser a rescisão. “Agora, esperamos a rescisão administrativa. Se isso não ocorrer, vamos pedir a rescisão judicial, além de requerer indenização”, afirmou Marques.
Histórico de falhas
Desde janeiro de 2022, as linhas 8 e 9, administradas pela CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), foram concedidas e passaram a ser gerenciadas pela ViaMobilidade. Em outubro do ano passado, após ser questionada pelo GIRO, a empresa garantiu que havia registrado 69 falhas na prestação do serviço.
Esse número crescente de falhas e as constantes reclamações por parte dos usuários levaram o Ministério Público, ainda em outubro do ano passado, a questionar iniciar uma análise para solicitar a rescisão de contrato da concessionária.
Em virtude das inúmeras falhas, o Ministério Público propôs um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) à empresa, porém, ele não foi aceito pela ViaMobilidade.






