Menino morre em Osasco depois de tomar vacina contra febre amarela

​O garoto foi atendido em hospital particular no município. Laudo oficial ainda não foi divulgado
Vacinação contra a Febre amarela (Foto Ivan Cruz)

Sete dias após tomar a vacina contra febre amarela um menino de 3 anos morreu em Osasco. O garoto que morava em Carapicuíba estava desde o dia 17 de janeiro no Hospital Renascença.

De acordo com informações da assessoria de imprensa do hospital, o garoto ingressou com a hipótese diagnóstica febre e adenomegalia (aumento dos gânglios linfáticos). Logo foram solicitados exames de sangue, urina, raio-x entre outros. Após realização dos exames mencionados, o paciente foi liberado com suspeita de aringite aguda.

No quarta-feira (18), a criança teve uma piora e retornou ao pediatra. Já no dia 19 o paciente retornou Hospital Renascença com queixa vômito e informação de que havia sido medicado pela avó com “dramim” e que o mesmo ficou gemente com movimentos involuntários da face após medicação. Nesta data, também foi informado pelos familiares que o paciente havia sido vacinado contra a Febre Amarela há 5 dias.

A assessoria de imprensa do hospital informa ainda que, durante exame médico em consultório o paciente apresentava contrações musculares da face e, antes do término do exame, apresentou crise convulsiva generalizada, sendo encaminhado imediatamente para sala de emergência ao lado do consultório. A partir daí o paciente recebeu suporte de urgência adequado ao quadro, que de acordo com o Hospital Renascença seguiram os protocolos vigentes, mas o paciente teve parada cardiorrespiratória e óbito.

Reações adversas à vacina ocorrem uma em cada 400 mil doses aplicadas segundo a Fundação Fiocruz. Neste caso ocorre, dores no corpo, dores de cabeça que podem afetar entre 2% e 5 % dos vacinados nos primeiros dias após a aplicação.

O Hospital Renascença aguarda laudo do IML sobre a causa da morte do paciente.

Em nota oficial a prefeitura de Osasco afirma que solicitou investigação da causa da morte da criança pela Secretaria Estadual da Saúde e que acompanha o resultado do laudo. Destaca que é prematuro afirmar que a morte foi provocada pela vacina. É preciso investigar a causa, o que será feito pelo Instituto Adolfo Lutz.

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