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Linha 24-Quartzo: rota pode transformar mobilidade em Alphaville e Tamboré

Chamada anteriormente de “Arco Oeste”, a Linha 24-Quartzo tem cronograma atual aponta a implantação da linha após 2040; saiba mais
Previsão de inauguração é de 2040 (Divulgação/Governo do Estado de SP)

Os constantes congestionamentos que marcam o dia a dia de Alphaville e Tamboré poderão, no futuro, ganhar um alívio com a chegada da Linha 24–Quartzo, planejada para ligar a região à zona sul da capital paulista.

A mobilidade urbana é apontada como um dos maiores desafios locais. Moradores e trabalhadores relatam diariamente dificuldades com o trânsito intenso, sobretudo nos horários de pico, problema que há anos desafia as administrações municipais.

Antigamente chamada de “Arco Oeste”, a Linha 24 será operada pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Segundo o Plano Integrado de Transportes Urbanos (PITU), do Governo de São Paulo, a obra está classificada como intervenção de longo prazo e só deve sair do papel após 2040.

Em nota ao Jornal Giro S/A, a Secretaria dos Transportes Metropolitanos (STM) informou que a linha terá demanda estimada em mais de 800 mil passageiros por dia, beneficiando diretamente cidades como Santana de Parnaíba, Barueri, Carapicuíba, Osasco, Taboão da Serra e a própria capital.

Além de melhorar a mobilidade, o novo ramal deve estimular a criação de polos de desenvolvimento urbano e fortalecer centralidades regionais, reduzindo desigualdades no acesso ao transporte.

“Até o momento, foram concluídas as simulações de demanda, estimativa de frota, refinamento do traçado, análise de integrações modais, levantamento populacional do entorno e avaliação da viabilidade de serviços intermediários para atender ao grande volume de passageiros”, detalhou a STM.

Linha 24-Quartzo em Alphaville: integrações com a futura linha 22-Marrom

Linha 24-Quartzo: rota pode transformar mobilidade em Alphaville e Tamboré
(Divulgação/Governo do Estado de SP)
linha 24
(Divulgação/Governo do Estado de SP)
Linha 24-Quartzo: rota pode transformar mobilidade em Alphaville e Tamboré
(Divulgação/Governo do Estado de SP)
Linha 24-Quartzo: rota pode transformar mobilidade em Alphaville e Tamboré

Linha 24 terá conexão com a Linha 05 do Metrô (Rovena Rosa/Agência Brasil)

A Linha 24-Quartzo será operada, segundo a STM, com trens de alta capacidade, garantindo interoperabilidade com as demais linhas, compartilhamento de equipamentos e redução de custos.

Conforme um estudo recente documento publicado em julho, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pelo Ministério das Cidades, o novo ramal tem como previsão de frota estimada em 44 trens, com intervalo médio de 2,16 minutos entre as composições. O custo total estimado da obra é de R$ 23,859 bilhões.

“A STM acompanha diretamente o projeto. Já o BNDES, por meio do Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), avalia diretrizes de um eventual financiamento, com foco na ampliação do transporte público coletivo”, diz a Secretaria de Transportes Metropolitanos.

O trajeto contará com integrações com as linhas 4-Amarela, 8-Diamante, 22-Marrom e 25-Topázio. A linha terá 20 estações distribuídas ao longo de aproximadamente 23,8 quilômetros de extensão de trilhos de trem, mesclando um traçado em parte de túneis e áreas de superfícies.

Entre as paradas previstas no projeto estão: Rio Negro, Araguaia, Tamboré, Parque da Lagoa, Carapicuíba, Brasil, Hospital Geral, Integração, São Pedro, Jardim Roberto, Santo Antônio, Nova Granada, Sanazar, Jardim D’Abril, Jardim Ester, Eiras Garcia, Hortênsias, Taboão da Serra, Donatello e Campo Limpo.

“Além disso, a Linha 24-Quartzo contribuirá para a diminuição de congestionamentos em vias estruturais, como a rodovia Castello Branco e a região do Alphaville/Tamboré, ao oferecer uma alternativa rápida, segura e acessível ao transporte individual”, afirma a Secretaria de Transportes Metropolitanos.

Ainda conforme o órgão, não é possível estimar prazos para a licitação, obras e operação, pois essas etapas dependem de fatores econômicos, políticos e da priorização de outras linhas atualmente em desenvolvimento.

“A consolidação do traçado também dependerá de definições de engenharia, métodos construtivos e integrações modais. Enquanto a implantação não ocorre, melhorias locais dependem principalmente das prefeituras. A CPTM Serviços, contudo, poderá apoiar os municípios com estudos e soluções técnicas, caso seja demandada”, conclui a STM.

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