Você está endividado com bancos, contas de água, luz, gás ou telefonia? Então, preste atenção: é possível negociar e quitar suas dívidas até o dia 1º de abril por meio do Feirão Serasa Limpa Nome, que reúne condições especiais para facilitar a regularização do seu CPF e a retomada do controle financeiro.
Duas mil empresas estão reunidas no Feirão para facilitar a renegociação de débitos com descontos de até 99%. No total, são 620 milhões de ofertas. O Feirão está em sua 35ª edição.
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Feirão: como negociar as dívidas
Saiba como tentar quitar seus débitos no Feirão da Serasa:
- Site do Serasa (clique aqui);
- Aplicativo da entidade;
- WhatsApp: (11) 99575-2096; ou
- Presencialmente, em uma agência dos Correios. Basta levar um documento oficial com foto.

Mais de 81 milhões de brasileiros negativados
O Feirão Serasa Limpa Nome surge como uma resposta direta ao avanço da inadimplência no Brasil, que atingiu um patamar alarmante ao fim de 2025. Segundo o Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas da Serasa, 81,2 milhões de brasileiros estavam com o nome negativado, o equivalente a 49,7% da população adulta do País.
O montante total das dívidas ativas chegou a R$ 518 bilhões, nível superior ao registrado antes da pandemia e que escancara os desafios estruturais do crédito ao consumidor. O problema, segundo o levantamento, vai além de atrasos pontuais: cada inadimplente acumulava, em média, R$ 6.382 em débitos, distribuídos em quatro compromissos financeiros, com valor médio de R$ 1.593 por dívida.
Os dados mostram que o endividamento é resultado do acúmulo de parcelamentos ao longo do tempo, muitas vezes combinando diferentes modalidades de crédito. Bancos e cartões de crédito concentram 26,1% das pendências, seguidos por contas essenciais, como água, luz e gás (22,1%), e pelas financeiras, que respondem por 19,6% do total. O cenário evidencia que a inadimplência afeta não apenas o consumo, mas também despesas básicas do orçamento familiar.
Para Vanderley Cardoso de Moraes, CEO da Top One Financeira, especializada em crédito no ponto de venda e em análise de risco, os números acendem um alerta. “Esse nível de inadimplência impacta diretamente o consumo, o varejo e toda a economia. Quando o endividamento se torna estrutural, o crédito deixa de impulsionar vendas e passa a travar o crescimento. Por isso, as empresas precisam ser cada vez mais criteriosas na liberação do crédito e avaliar a capacidade real de pagamento para evitar comprometer ainda mais o orçamento das famílias”, afirma Moraes.
Apesar do cenário desafiador, o levantamento aponta um avanço nas renegociações. Apenas em dezembro de 2025, foram fechados 5,2 milhões de acordos, com R$ 14,3 bilhões em descontos concedidos. O valor médio negociado ficou em R$ 697, sinalizando que iniciativas como o feirão têm potencial para aliviar o orçamento das famílias.
Ainda assim, Moraes avalia que a combinação de juros elevados, renda pressionada e crédito mais restrito deve manter a inadimplência em níveis altos no curto prazo, mesmo com a expectativa de flexibilização gradual da política monetária em 2026.
“O desafio agora é reequilibrar o sistema. Crédito bem concedido sustenta o consumo; crédito mal concedido amplia a inadimplência e corrói a confiança. Informação, análise criteriosa e renegociação no momento certo são fundamentais para que o crédito volte a cumprir seu papel econômico”, conclui o CEO.

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