Justiça extingue processo contra o ex-prefeito de Carapicuíba, Sérgio Ribeiro

Juíza apontou que Ministério Público não apontou e nem comprovou qual foi a atuação de cada parte acusado no processo fraudulento de contratação de funcionários
Ex-prefeito Sergio Ribeiro conquistou a extinção do processo na Justiça (Reprodução/Redes Sociais)

Uma decisão tomada pela Justiça, em 20 de janeiro, extinguiu o processo contra o ex-prefeito de Carapicuíba, Sérgio Ribeiro (PT). Ele era acusado de realizar processos seletivos fraudulentos, visando a contratação de oficineiros para apresentarem serviços na Prefeitura.

Segundo a decisão da juíza Rossana Luiza Mazzoni de Faria, o Ministério Público não explicitou quais as ações ou omissões dolosas de cada um dos integrantes do polo passivo. “Se houve a menção na inicial a respeito da violação ao princípio previsto no art. 11, inciso V da LIA, caberia o detalhamento de cada uma das condutas praticadas por cada um dos Secretários pontuando quais as ilicitudes praticadas no caso concreto e não, repito, na forma exposta, contrariando os princípios do contraditório e da ampla defesa. Se, em tese, há violação aos princípios da administração pública, deveria o Ministério Público explicitar quais as ações ou omissões dolosas de cada um dos integrantes do polo passivo, mencionando os documentos inerentes e detalhar a finalidade de cada um deles ao agir de maneira ilícito”, diz a decisão. 

No mês passado, o ex-prefeito  foi condenado pelos crimes de organização criminosa, prevaricação e falsidade ideológica. As penas somadas totalizam 19 anos e 10 meses a serem cumpridos em regime inicial fechado e mais 3 anos e 6 meses que podem ser cumpridos em regime inicial aberto. Além disso, o político terá que pagar 282 dias de multas, no mínimo legal, com correção monetária no momento da execução, por infração. O ex-prefeito já ingressou com recurso da decisão.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, o ex-prefeito criou o esquema, determinando a divisão das vagas temporárias de agente comunitário de saúde entre os vereadores, que indicaram apadrinhados para ocupar os cargos. No âmbito criminal, cinco ex-vereadores, dois ex-secretários e a ex-diretora de recursos humanos, que participavam da ação, já foram condenados em 1º instância.

Em setembro do ano passado, ex-prefeito e demais envolvidos foram condenados por improbidade administrativa. Os réus foram condenados a pagar multa fixada no valor 20 vezes a remuneração percebida; perda da função pública (se ainda a exercerem); suspensão dos direitos políticos por quatro anos; e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de três anos.