Inocentes. Esse foi o veredicto dado pela Justiça ao ex-policial militar Victor Cristilder Silva dos Santos, de 37 anos, e ao guarda-civil de Barueri Sérgio Manhanhã, de 48 anos, acusados de participar da chacina que matou 17 pessoas em Osasco e Barueri, em 13 de agosto de 2015.
A decisão foi proferida pela juíza Hélia Pimozida, após quatro dias de julgamento no Fórum de Osasco. “Os senhores jurados decidiram pela absolvição dos crimes descritos. A absolvição se dá com base no artigo 386 inciso 5º do código processo penal”, disse a juíza que também determinou que fossem expedidos os alvarás de soltura.
O novo julgamento aconteceu após os júris anteriores, que condenaram os réus pela mesma chacina, terem sido anulados pelo Tribunal de Justiça (TJ), que marcou um novo e único júri para ambos. As penas somadas do ex-policial e guarda civil passavam de 200 anos. As defesas dos acusados recorreram da decisão alegando que os jurados votaram contra as provas do processo. Por esse motivo, o TJ determinou que os acusados fossem julgados novamente.
Cristilder e Manhanhã ficaram presos preventivamente, mas sempre alegaram inocência. Na porta do Fórum de Osasco, familiares festejaram a absolvição dos acusados.
Acusação
Para o Ministério Público, o ex-policial teria combinado com o guarda municipal Sérgio Manhanhã o horário de inicio da chacina por meio de mensagens no celular. Além disso, ele teria dirigido um dos carros utilizados no crime e efetuado disparos com armas de fogo contra as vítimas. Ele foi acusado por oito mortes e também por tentativa de homicídio. Em março de 2018, em um julgamento separado, o tribunal do júri condenou Cristilder a 119 anos, quatro meses e quatro dias de reclusão em regime inicialmente fechado. Já Manhanhã foi julgado em setembro de 2017 e condenado a 100 anos e dez meses de prisão.







