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Hytalo Santos aguarda decisão sobre transferência de Carapicuíba

Justiça negou o habeas corpus solicitado pela defesa de Hytalo Santos e Israel Natã Vicente que são investigados por exploração de menor. O casal segue preso em Carapicuíba
Hytalo Santos foi preso em Carapicuíba (Divulgação/Polícia)

O influenciador digital Hytalo Santos e o marido, Israel Nata Vicente, conhecido como Euro, permanecem detidos em Carapicuíba. O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJ-PB) negou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa.

Atualmente, o casal está custodiado em uma cadeia anexa à sede do 1º Distrito Policial de Carapicuíba, mas deve ser encaminhado ainda nesta segunda-feira (18) ao Centro de Detenção Provisória de Pinheiros, na capital paulista. A expectativa é de que posteriormente sejam levados à Paraíba, onde enfrentam acusações de exploração sexual de crianças e adolescentes.

A prisão preventiva ocorreu na sexta-feira (15), em uma casa em Carapicuíba. Segundo a Polícia Civil, eles se preparavam para deixar o país, o que justificou a manutenção da custódia.

Hytalo Santos aguarda decisão sobre transferência de Carapicuíba
Israel Nata Vicente e Hytalo Santos (Reprodução/Redes sociais)

Hytalo Santos passou por audiência de custódia 

No sábado (16), ambos passaram por audiência de custódia. A defesa protocolou um pedido de liberdade, mas o recurso foi rejeitado. Questionados, os advogados não detalharam os argumentos apresentados. Em entrevista coletiva, o advogado Felipe Cassimiro classificou a decisão como “genérica” e “ilegal”.

As investigações são conduzidas pelo Ministério Público da Paraíba (MP-PB) e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). Os órgãos apontam que Hytalo e Euro produziram conteúdos para redes sociais envolvendo menores, prática considerada irregular e caracterizada como “adultização”. O caso ganhou repercussão após denúncias feitas pelo youtuber Felca.

Justiça explica prisão de Hytalo Santos

A Justiça da Paraíba já havia determinado a remoção das contas de Hytalo das redes sociais, além de autorizar mandados de busca e apreensão. Na decisão que determinou a prisão preventiva, o juiz Antônio Rudimacy Firmino de Sousa, da 2ª Vara de Bayeux, destacou indícios de tráfico de pessoas, exploração sexual, trabalho infantil irregular e coerção de menores em gravações.

O magistrado justificou que a prisão visa evitar destruição de provas, intimidação de testemunhas e novas práticas ilícitas. Ele ressaltou que os investigados já teriam ocultado bens, destruído materiais relevantes e esvaziado residências para dificultar a coleta de evidências. Para o juiz, as atitudes do casal configuram uma estratégia coordenada para atrapalhar o andamento das investigações e impedir a apuração completa dos fatos.

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