Governo de SP autoriza redução da pressão da água nas madrugadas

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Sistema Cantareira, abastece diversas cidades da Região Oeste como Osasco, Barueri e Carapicuíba (Divulgação/Sabesp)

O governo do estado de São Paulo autorizou, nesta segunda-feira (25), a diminuição da pressão no fornecimento de água durante as madrugadas em todas as cidades que compõem a região metropolitana de São Paulo. A iniciativa busca preservar os níveis dos reservatórios que atualmente operam com 39,2% do volume útil, em razão da escassez hídrica provocada pela redução das chuvas. A decisão, tomada pela Agência Reguladora de Serviços Públicos de São Paulo (Arsesp), prevê que a redução de pressão ocorra por um período de oito horas, com o horário exato a ser definido pela operadora do sistema.

Caso o volume dos reservatórios caia para entre 30% e 20%, será acionado o estágio crítico do protocolo de escassez hídrica. O regime aprovado determina que a Sabesp, responsável pelo abastecimento, gerencie a demanda noturna com essa redução da pressão, o que deve gerar uma economia estimada de 4 mil litros por segundo. Esta medida permanecerá em vigor até que os níveis de água sejam restaurados.

Plano de contingência abastecimento de água

Além da redução da pressão, a Arsesp solicitou à Sabesp a elaboração de um plano de contingência específico para a região metropolitana, coordenado conjuntamente com a SP Águas. O acompanhamento dessas ações ficará a cargo da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) e da Defesa Civil, dentro do Comitê Gestor da Política Estadual de Mudanças Climáticas.

Natália Resende, secretária da Semil, destacou que o Plano de Adaptação e Resiliência Climática e o programa São Paulo Sempre Alerta seguem monitorando a disponibilidade hídrica frente às mudanças climáticas, com diversas obras e medidas em andamento para garantir a resiliência do estado. Ela ressaltou que as medidas adicionais anunciadas fazem parte desse planejamento para evitar situações graves de escassez atualmente e no futuro.

A Sabesp confirmou que a redução da pressão na rede será implementada a partir de 48 horas após a deliberação da Arsesp e que a medida ajuda a evitar desperdícios por vazamentos e rompimentos causados pela pressão elevada.

Contexto da escassez hídrica

O volume de água nos reservatórios que abastecem a Grande São Paulo está no menor nível desde a crise hídrica histórica de 2014 e 2015. Em agosto de 2015, o volume chegou ao ponto mais baixo, de 11,4%. Desde 2023, o volume útil vem caindo significativamente, de 72,5% naquele ano para cerca de 40,1% em 2025, reforçando a necessidade das medidas de contenção adotadas pelo governo.

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