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GIRO NAS ELEIÇÕES: Emidio de Souza (PT)

Nesta terça (27), foi ao ar a entrevista com o candidato a prefeito de Osasco
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Emidio de Souza tem 61 anos e é formado em Direito, mas iniciou sua vida profissional trabalhando em metalúrgicas de Osasco e municípios vizinhos, época na qual começou a militância no movimento sindical. Foi vereador, duas vezes prefeito e deputado estadual. Filiado ao PT, busca o retorno à Prefeitura de Osasco, maior colégio eleitoral da região oeste entre as 11 cidades que fazem parte do Cioeste, que tem 567.361 eleitores aptos a votar.

A seguir, acompanhe alguns trechos da entrevista.

ENCHENTES
“Eu gostaria de ter concluído as obras de combate às enchentes, a canalização do braço morto do rio Tietê. Fiz a metade, deixei planejado, inclusive fazia parte do Plano de Aceleração do Crescimento, e infelizmente não terminamos. As administrações seguintes não trabalharam com afinco nessa questão e essa obra paralisou. Começamos no fim do meu mandato e não deu tempo. A não continuidade da obra traz um evidente prejuízo: isso porque a prefeitura não se planejou, não soube enfrentar os problemas que muitas vezes acontecem com uma obra grande”.

LEGADO
“O que eu deixei de legado em Osasco: o crescimento econômico. Quando assumi em 2005, a cidade estava com a economia degradada. As indústrias tinham ido embora e nós estávamos em uma estagnação econômica há mais de 15 anos. Nós mudamos o código tributário da cidade, investimos na estrutura viária, na qualificação de mão de obra, em desburocratização; em Osasco levava-se 140 dias para abrir uma empresa e passou-se a abrir em dez dias, e depois em apenas um dia. (…) O crescimento econômico foi o que permitiu que Osasco passasse do 25° PIB do país para o sexto do Brasil e segundo de São Paulo, e é evidente que isso cria condições para a cidade se desenvolver mais: por isso pude investir tanto em políticas públicas”.

ANTIPETISMO
“As pessoas conheceram o meu jeito de governar: governo democrático, com orçamento participativo, conselhos funcionando, ouvindo a sociedade. Isso mudou o perfil da cidade e eu quero recuperar o que foi nosso legado, para as pessoas separarem o que é problema partidário do que é administração. (…) O PT pode ter cometido erros? Seguramente cometeu. Mas isso não invalida seus muitos acertos, e eu quero ser avaliado como o gestor que eu fui. As pessoas precisam avaliar o que foi o meu governo e a minha capacidade de governar”.

HABITAÇÃO
“Eu urbanizei as dez principais favelas de Osasco (…). Transformar favela em bairro é dar dignidade para muita gente (…). Agora, quero retomar a urbanização de favelas, fazer um programa municipal chamado “Osasco Minha Casa”, nos moldes do que é o Minha Casa Minha Vida, para dar oportunidade de moradia também para quem paga aluguel. Além de tudo, vamos rever o Plano Diretor de Osasco para analisar os impactos da verticalização na vida da cidade. Uma espécie de arrumação para saber como prosseguir daqui para frente”.