A candidata a deputada estadual Gilmara Gonçalves (PL) apresentou-se como o nome apoiado pelo ex-prefeito de Carapicuíba Marcos Neves (PSD), que concorre a uma vaga na Câmara dos Deputados. Durante entrevista ao Giro Talks – Especial Giro nas Eleições 2026, a ex-vice-prefeita afirmou que sua candidatura faz parte de um projeto político discutido pelo grupo. “Eu não sou candidata de mim mesma. Sou a candidata de Marcos Neves”, afirmou.
A declaração reforça a tentativa de Gilmara de consolidar uma dobrada com o ex-prefeito, apesar de os dois pertencerem a partidos diferentes. A candidata foi vice-prefeita durante os dois mandatos de Marcos Neves e integrou o primeiro escalão do governo de José Roberto, como secretária de Desenvolvimento Econômico, Social e Trabalho.
Segundo Gilmara, sua candidatura foi definida dentro do grupo político que governou Carapicuíba nos últimos anos. A estratégia, de acordo com ela, prevê José Roberto à frente da Prefeitura, Marcos Neves buscando uma vaga na Câmara dos Deputados e seu nome concorrendo à Assembleia Legislativa.
“A decisão não foi apenas minha. Conversamos com o nosso grupo e entendemos que eu deveria ser candidata a deputada estadual. Teríamos José Roberto na Prefeitura, eu no Estado e Marcos no Congresso”, declarou.
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Disputa pelo eleitorado local
O movimento ocorre em uma eleição marcada pela fragmentação das forças políticas de Carapicuíba. Além de Gilmara, o atual vice-prefeito Guto José (Podemos) e o vereador Zezinho Considerado (MDB) também disputam vagas de deputado estadual.
Embora tenha afirmado que o município possui eleitorado suficiente para eleger mais de um representante, Gilmara reconheceu que a multiplicação de candidaturas pode dificultar esse objetivo. Ela revelou que houve uma tentativa de alinhamento para limitar o número de concorrentes locais. “Houve uma conversa, tentou-se um alinhamento, mas é uma democracia. As pessoas decidiram ser candidatas”, afirmou.

Gilmara Gonçalves: “Agora é a minha vez”
Gilmara afirmou que, em eleições anteriores, recuou de projetos eleitorais para preservar alianças com deputados que destinavam recursos a Carapicuíba. Agora, sustenta que chegou o momento de o grupo investir em uma candidatura própria para a Assembleia.
“Eu queria ser candidata, mas conversamos com o grupo e percebemos que poderia tirar votos de quem havia ajudado a cidade e, ao mesmo tempo, talvez não me elegesse. Entendi que era preciso esperar. Agora é a minha vez”, declarou.
Outro argumento utilizado pela candidata é a representação feminina. Gilmara é a única mulher entre os principais nomes de Carapicuíba que disputam uma cadeira na Alesp e tenta transformar essa condição em um diferencial eleitoral.
“Carapicuíba nunca teve uma mulher como deputada estadual. Entre os candidatos da cidade, sou a única mulher. Chegou a nossa vez”, disse.
Veja a entrevista completa de Gilmara Gonçalves
Jornal Giro: Você está na política há mais de 20 anos. Foi vereadora, vice-prefeita e, recentemente, esteve à frente de uma secretaria municipal. O que motivou sua candidatura a deputada estadual? Foi uma decisão pessoal ou construída com o grupo político?
Gilmara Gonçalves: Ninguém faz política sozinho. Todo político faz parte de um grupo. Quando fui vice-prefeita, percebi o quanto as emendas parlamentares ajudaram o orçamento de Carapicuíba, que possui um dos menores orçamentos per capita do Estado de São Paulo, apesar de estar localizada no estado mais rico do país. Recebemos muito apoio de deputados para conseguir realizar projetos importantes. Foi então que percebi que Carapicuíba precisava ter uma cadeira na Assembleia Legislativa, porque essa representação pode contribuir muito para o desenvolvimento da cidade. Conversei com o nosso grupo político e com a nossa principal liderança, Marcos Neves, e decidimos que eu deveria ser candidata a deputada estadual. Dessa forma, teríamos o prefeito José Roberto no Executivo municipal, eu buscando uma cadeira na Assembleia Legislativa e Marcos Neves disputando uma vaga na Câmara dos Deputados.
Jornal Giro: Você é formada em jornalismo e também trabalhou como assessora de imprensa. Em que momento decidiu seguir a carreira política?
Gilmara Gonçalves: Acredito que seja algo que vem de dentro, como uma missão. Na época, eu atuava como palestrante quando um padre me contou que havia sonhado comigo em cima de um palanque, com um microfone na mão. Ele perguntou se eu estava buscando alguma resposta de Deus sobre a minha vocação e disse que o meu caminho seria a política. Hoje, mais de 20 anos depois, estou vivendo toda essa trajetória. Quando trabalhava como assessora de imprensa, gostava muito do que fazia. Eu observava mulheres que atuavam na política e admirava a forma como elas se posicionavam, mas ainda não tinha a pretensão de entrar para a vida pública. Imaginava que seguiria na assessoria de comunicação. Como sou muito católica, aquela conversa com o padre teve um significado especial para mim e aceitei o desafio. Disputei minha primeira eleição para vereadora em Carapicuíba, em 2004. Não fui eleita, mas obtive 760 votos. Desse total, 525 vieram de pessoas ligadas à minha igreja, onde eu era catequista e trabalhava com os jovens. Naquele momento, percebi que as pessoas que conheciam o meu trabalho confiavam em mim. Continuei trabalhando e, em 2008, fui eleita vereadora com 1.580 votos. Na reeleição, recebi 3.087 votos. Depois, fui candidata a deputada federal e obtive 18.332 votos. Também disputei uma vaga de deputada estadual, quando alcancei 17.974 votos, além de ter exercido dois mandatos como vice-prefeita. Toda a minha trajetória política foi construída em Carapicuíba. Acredito que o jornalismo também contribuiu muito, porque a comunicação amplia a nossa visão e nos ajuda a dialogar com as pessoas. Eu gosto de fazer política e de estar próxima da população.
Jornal Giro: Como as experiências no Legislativo, como vereadora, e no Executivo, como vice-prefeita e secretária municipal, podem contribuir para uma eventual atuação como deputada estadual?
Gilmara Gonçalves: Quando fui vereadora, muitas vezes queria realizar ações que dependiam do Executivo. O vereador apresenta indicações, faz solicitações e cobra providências da administração municipal. Mais tarde, quando passei a integrar o Executivo, percebi que muitas daquelas propostas poderiam, de fato, ser colocadas em prática. Ter vivido essas duas experiências me ajudou a compreender claramente o papel de cada Poder. Conheço tanto o funcionamento do Legislativo quanto o do Executivo, e isso me deixa mais preparada para exercer um mandato na Assembleia Legislativa.
Jornal Giro: Como foi sua experiência à frente da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Social e Trabalho? Quais foram as principais dificuldades para gerar emprego, renda e oportunidades em uma cidade com poucos recursos?
Gilmara Gonçalves: Foi uma experiência muito importante. Depois de atuar como vereadora e vice-prefeita, assumir a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Social e Trabalho completou um ciclo de aprendizado na administração pública. Ser secretária em Carapicuíba é um desafio constante. Eu queria muito gerar empregos, mas percebia que também faltavam oportunidades de capacitação. Retomamos o cursinho pré-vestibular e firmamos parcerias com o Sebrae e o Senai para oferecer qualificação profissional e incentivar o empreendedorismo feminino e masculino. Foram um ano e três meses de trabalho intenso, buscando mostrar às pessoas que elas eram capazes. Minha família veio da Bahia e enfrentou muitas dificuldades. Por isso, identifico-me com a história de muitos moradores de Carapicuíba. Um trabalho que me marcou foi o realizado com os ambulantes do município. Em parceria com o Sebrae, buscamos ajudá-los a abandonar o rótulo de ambulantes e a se reconhecer como microempreendedores. Esse processo envolveu capacitação e uma mudança de mentalidade. A reforma do calçadão também fez parte desse trabalho. A Prefeitura investiu na infraestrutura e regulamentou o uso do espaço. Com um ambiente melhor organizado, os comerciantes passaram a se enxergar de outra forma. Atualmente, cerca de 20 mil pessoas circulam diariamente pelo local, onde trabalham aproximadamente 160 comerciantes. Ainda há melhorias a serem realizadas, como a implantação de estruturas subterrâneas e o fortalecimento da segurança por meio de câmeras. Também defendemos ações para aquecer o comércio local, como uma decoração especial de Natal. O ambiente influencia o comportamento e a autoestima das pessoas. Quando o espaço é bonito, organizado e acolhedor, elas passam a cuidar mais dele e a acreditar que a cidade está avançando. Tenho muito orgulho de ter participado desse processo.
Jornal Giro: Você costuma destacar a importância da educação e dos projetos sociais em sua trajetória. Como sua história pessoal influencia sua atuação política?
Gilmara Gonçalves: Só cheguei até aqui porque meus pais sempre me incentivaram a estudar. Frequentei escola pública e sempre procurava me sentar na primeira carteira porque queria prestar atenção no professor. Meu pai cobrava boas notas e, embora tivesse estudado somente até o quarto ano, era autodidata e valorizava muito o conhecimento. Mesmo quando enfrentávamos dificuldades financeiras, ele comprou uma enciclopédia para nossa casa. Às vezes, faltava energia e nos reuníamos à luz de velas. Em vez de contar histórias infantis, ele fazia perguntas sobre o corpo humano e outros assuntos. Isso despertou em mim a vontade de aprender. Meu pai veio sozinho da Bahia e, posteriormente, ajudou outros familiares a virem para São Paulo. Infelizmente, ele sofreu um AVC aos 43 anos e faleceu aos 55, mas deixou um legado muito importante para todos nós. Depois que ele adoeceu, nossa família passou a ser atendida por projetos sociais. Participávamos de um programa de pesagem mensal, por meio do qual recebíamos cestas básicas. Minha mãe precisava controlar o nosso peso porque, se atingíssemos determinado patamar, a família perdia o benefício. É uma lembrança muito forte da pobreza que enfrentamos. Carapicuíba ainda possui muitas áreas de vulnerabilidade social. Quero mostrar às pessoas que, apesar das dificuldades e dos diferentes pontos de partida, elas podem estudar, participar de cursos de capacitação e construir novas oportunidades. Eu não desisti e acredito que minha história pode servir para mostrar que é possível avançar.
Jornal Giro: Em um período marcado pela tecnologia, pelas redes sociais e pelo uso excessivo do celular, como aproximar novamente crianças e jovens dos estudos e da convivência familiar?
Gilmara Gonçalves: Não é possível fugir da era digital. O segredo está na forma como a tecnologia é utilizada. Os pais precisam estabelecer limites, principalmente para as crianças, determinando horários e criando uma rotina mais disciplinada. Ao mesmo tempo, não basta retirar o celular. É necessário oferecer alternativas. Defendo os projetos sociais porque eles ajudam a ocupar o tempo de crianças e adolescentes com atividades saudáveis, educação, cultura, esporte, cidadania e preparação profissional. A escola oferece o ensino regular, mas precisamos complementar essa formação com projetos que desenvolvam habilidades e apresentem novas oportunidades. Eu mesma fui beneficiada por iniciativas sociais. Fico feliz por saber que, após ter recebido esse apoio, hoje posso contribuir para que outras pessoas também sejam atendidas.
Jornal Giro: Quais serão as principais bandeiras de um eventual mandato como deputada estadual para Carapicuíba e para as demais cidades da região?
Gilmara Gonçalves: Uma das minhas principais bandeiras será a educação. Foi a educação que transformou a minha vida e abriu oportunidades para eu chegar até aqui. Quando ingressei na faculdade, em 1993, as instituições mais próximas eram muito caras e eu não tinha condições de pagar. Por isso, fui estudar jornalismo em Mogi das Cruzes. A viagem era longa, mas era onde eu conseguia pagar a mensalidade. Meu pai sempre colocou na minha mente que o estudo era o caminho para conquistar independência. A escola pública precisa ser fortalecida e complementada por projetos de cidadania, capacitação e empreendedorismo. Quanto mais tempo oferecermos às pessoas para aprender e desenvolver habilidades, maiores serão as possibilidades de crescimento. Tenho muito orgulho do projeto Gente Grande, que atende cerca de 400 crianças e suas famílias. A proposta nasceu da minha própria experiência com projetos sociais. Quando eu era adolescente, participei de cursos na Fundação Bradesco. Na época, os candidatos precisavam comprovar a situação de vulnerabilidade social, e eu fui selecionada por ser de uma família pobre. Eu morava na Vila Menck, em uma região com pouca infraestrutura. Quando entrava na Fundação Bradesco, percebia que existia um mundo diferente daquele em que eu vivia. Aquilo me fazia enxergar novas possibilidades. Foi com esse sentimento que pedi ao empresário Sidney Costa, da Foco Conecta, que adotasse Carapicuíba como parte de seu trabalho social. Eu queria que as crianças da cidade atravessassem a ponte, conhecessem uma grande estrutura e percebessem que também poderiam conquistar novas oportunidades. É esse tipo de inclusão que defendo: uma inclusão real, que não fique apenas no discurso. Quando visito escolas, digo aos estudantes que já me sentei em uma carteira como aquela e que eles também podem chegar mais longe. Acredito na educação como instrumento de transformação das famílias e sou uma prova de que isso é possível.
Jornal Giro: A segurança pública é uma atribuição central do Estado. O que o governo estadual precisa fazer de diferente para combater roubos, furtos e outros crimes nas cidades da região?
Gilmara Gonçalves: Quando passei a atuar no poder público, procurei participar de diferentes frentes ligadas à segurança. Fui secretária-geral do Conselho Comunitário de Segurança, o Conseg, e trabalhei para aproximar os representantes das forças de segurança. Conseguimos reunir integrantes da Polícia Civil, da Polícia Militar, da Guarda Municipal e representantes da Delegacia Seccional, que atende oito municípios. Acredito nesse caminho: unir especialistas e instituições para construir ações conjuntas. O Governo do Estado possui iniciativas importantes, como a Muralha Paulista e o uso de câmeras de reconhecimento facial. Esses recursos tecnológicos podem contribuir muito, mas a presença humana também continua sendo necessária. Outro ponto fundamental é o registro do boletim de ocorrência. Muitas pessoas deixam de registrar porque não acreditam no resultado, mas a polícia trabalha com estatísticas. Se os crimes não são comunicados, fica mais difícil identificar os locais com maior incidência e direcionar o policiamento. A Região Oeste possui alta densidade demográfica. Carapicuíba, por exemplo, concentra aproximadamente 11 mil moradores por quilômetro quadrado. Precisamos de representantes que conheçam essa realidade e cobrem atenção do Governo do Estado. Também defendo a atuação conjunta dos deputados da região, independentemente de partido. A criminalidade não respeita limites municipais. Uma pessoa pode cometer um crime em uma cidade e atravessar uma ponte para outra. Por isso, a segurança deve ser discutida regionalmente. Resolver completamente o problema seria uma promessa pretensiosa, mas podemos estabelecer metas e avançar. Acredito que o governador Tarcísio de Freitas, que ajudou Carapicuíba, estará aberto a ouvir os representantes da região.
Jornal Giro: Carapicuíba possui três candidaturas a deputado estadual ligadas à política local: a sua, a do vice-prefeito Guto José e a do vereador Zezinho Considerado. Essa quantidade de candidatos fortalece a cidade ou pode dividir os votos e impedir a eleição de um representante?
Gilmara Gonçalves: Carapicuíba possui eleitores suficientes para eleger três deputados, mas acredito que poderia ter ocorrido uma articulação para reduzir o número de candidaturas e aumentar as chances de eleição. No meu caso, também defendo a participação feminina. Entre esses candidatos, sou a única mulher, e Carapicuíba nunca teve uma deputada estadual. Acredito que chegou a nossa vez. Estive ao lado de Marcos Neves e participei do trabalho que mudou a realidade da cidade. Ele me escolheu para ser sua vice-prefeita e, após quatro anos, renovou essa confiança por mais um mandato. Sinto-me preparada para unir forças com ele, buscar recursos e continuar contribuindo para Carapicuíba e para toda a região. Minha candidatura não foi uma decisão individual. Ela foi discutida e construída dentro do grupo político. Respeito as demais candidaturas e desejo boa sorte a todos, mas sou a candidata apoiada por Marcos Neves. Houve uma tentativa de alinhamento, ainda que não necessariamente para termos apenas um candidato. Na última eleição, cerca de 100 mil eleitores de Carapicuíba não votaram para deputado. Isso reduz significativamente o número de votos disponíveis na cidade. Em outro momento, eu também quis disputar uma eleição, mas conversei com o grupo e compreendi que poderia retirar votos de deputados que haviam ajudado Carapicuíba por meio de emendas, sem ter garantia de eleição. Entendi que era necessário esperar. Agora, considero que chegou a minha vez.
Jornal Giro: Como você avalia a gestão do prefeito José Roberto? Em quais áreas a administração municipal ainda precisa avançar?
Gilmara Gonçalves: Conheço o professor José Roberto há muitos anos, desde a época em que trabalhávamos na administração do ex-prefeito Fuad Chucre. Conheço José Roberto há mais tempo do que conheço Marcos Neves e sempre mantivemos uma relação de respeito. Ele foi nosso secretário de Obras, possui experiência e uma visão importante sobre a cidade. Acredito que a gestão está dando certo, mas as pessoas muitas vezes esperam resultados imediatos. O governo ainda está nos primeiros anos. Quando estávamos no mesmo período da nossa gestão, também havia muitos projetos que ainda não tinham sido concluídos. Com a eleição de representantes de Carapicuíba para a Assembleia Legislativa e para a Câmara dos Deputados, poderemos contribuir ainda mais, buscando emendas diretamente para a cidade. Em vez de depender somente do apoio de outros parlamentares, teremos representantes do próprio município trabalhando por esses recursos. A administração já entregou obras importantes, como o centro de eventos, com capacidade para cerca de 4 mil pessoas, e a revitalização do calçadão. Também há a ponte que ligará diferentes regiões da cidade. O prefeito precisa saber onde investir um orçamento limitado. José Roberto possui experiência e tem procurado fazer essas escolhas. Acredito que novos projetos serão apresentados e que a população ficará satisfeita com os próximos resultados.
Jornal Giro: Caso seja eleita deputada estadual, pretende cumprir integralmente os quatro anos de mandato ou poderá disputar a Prefeitura de Carapicuíba em 2028?
Gilmara Gonçalves: Faço parte de um grupo político e me coloco a serviço da cidade. Hoje, sou candidata a deputada estadual. Quando fui eleita vice-prefeita, cumpri o meu mandato. Acredito que, quando o eleitor vota em uma pessoa para exercer quatro anos de mandato, ela deve cumprir esse período. Evidentemente, pode surgir alguma situação extraordinária, mas o nosso grupo possui outros nomes preparados para disputar a Prefeitura. Se estiver no meu destino ser prefeita de Carapicuíba algum dia, tudo bem, mas a minha missão agora é conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa e trazer recursos para que o prefeito José Roberto possa realizar uma gestão ainda melhor.
Jornal Giro: Por que o eleitor de Carapicuíba e das cidades da região deve votar em Gilmara Gonçalves para deputada estadual?
Gilmara Gonçalves: Peço o voto porque me sinto preparada para representar a população e trazer recursos para a nossa região. Minha experiência foi construída em Carapicuíba, onde fui vereadora, vice-prefeita e secretária municipal, mas sei que uma deputada estadual pode trabalhar por todos os municípios paulistas. Peço o voto em nome da minha trajetória e da preparação que adquiri ao longo desses anos. Quero representar a população, dialogar diretamente com o governador e defender as necessidades das cidades da Região Oeste. Também faço um chamado às mulheres: precisamos ampliar a presença feminina na política. Foi muito difícil chegar até aqui e, para subir mais um degrau, preciso do apoio dos eleitores. Já desenvolvo projetos fora de Carapicuíba, inclusive na Baixada Santista, com ações de inclusão social por meio do futebol para crianças em situação de vulnerabilidade. Portanto, meu trabalho não está restrito a uma única cidade. Carapicuíba é a base da minha história e foi o que me motivou a buscar uma vaga na Assembleia Legislativa. Quero representar a região e trabalhar pelos 645 municípios do Estado de São Paulo.
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