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Fogos de artifício: saiba como evitar acidentes nas festas de fim de ano

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No estado de São Paulo, a Lei nº 17.389/21 proíbe a queima, soltura e comercialização de fogos de artifício com estampido (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O uso de fogos de artifício aumenta consideravelmente nas festas de Ano Novo. Com o objetivo de prevenir acidentes, como queimaduras graves, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) reforça os cuidados ao manusear o produto.

Todos os anos, unidades de saúde registram atendimentos relacionados ao uso inadequado desses artefatos, com ferimentos que poderiam ser evitados com medidas simples de prevenção.

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(Divulgação/Freepik)

Fogos: como agir em casos de queimaduras

O uso inadequado de fogos de artifício representa riscos sérios à saúde e pode provocar queimaduras de diferentes graus — de lesões superficiais a ferimentos graves que atingem músculos, tendões e ossos. As áreas mais afetadas costumam ser mãos, rosto e olhos. Crianças e adolescentes estão entre as principais vítimas, muitas vezes por falta de supervisão ou pela falsa percepção de que alguns artefatos são inofensivos.

Mas, o que fazer em caso de queimadura? A orientação é interromper imediatamente o contato com a fonte de calor e lavar a área atingida com água corrente em temperatura ambiente por alguns minutos. Não devem ser aplicados produtos caseiros, pomadas ou qualquer substância sem orientação profissional. A busca por atendimento médico é fundamental para avaliar a gravidade da lesão e evitar complicações.

“Em uma queimadura por fogos, os tecidos sofrem por algum tempo, por isso é importantíssimo interromper a ação do calor, resfriando a área com água corrente fresca por cerca de 15 a 20 minutos. Nunca gelo ou creme dental, por exemplo”, orienta Haniel Hitner Rocha, médico coordenador da Unidade de Queimados do Hospital Geral de São Mateus, que acrescenta: “O resfriamento da região diminui a atividade inflamatória, a profundidade e a gravidade da lesão.”

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Apenas adultos devem manusear fogos de artifício (Divulgação/Freepik)

Riscos da demora no atendimento

Sem tratamento adequado, queimaduras podem causar infecções, dor intensa, cicatrizes permanentes e até, em casos mais graves, perda de função do membro atingido. Casos com bolhas extensas, alterações na coloração da pele, sangramento ou ferimentos no rosto, mãos, pés e genitais devem receber atendimento médico imediato.

“A queimadura por fogos, normalmente, atinge olhos, rosto e mãos, por isso a reação deve ser rápida a fim de evitar maiores danos funcionais, estéticos e para que o paciente não corra risco de vida. Se houver bolhas, dor excessiva ou se a área atingida for grande, deve-se procurar, o mais breve possível, atendimento especializado”, alerta Rocha.

Confira as dicas na hora do manuseio de fogos de artifício:

  • Evite o manuseio excessivo de fogos de artifício, principalmente em ambientes residenciais;
  • Adquira os artefatos apenas em locais autorizados;
  • Fogos de artifício só devem ser manuseados por adultos e conforme as instruções do fabricante, mantendo distância segura de pessoas e objetos inflamáveis. Crianças não devem, em nenhuma hipótese, manipular fogos; e
  • Em caso de queimadura, interrompa imediatamente o contato com a fonte de calor e lave a área atingida com água corrente em temperatura ambiente por alguns minutos. Em seguida, procure atendimento médico.

No estado de São Paulo, a Lei nº 17.389/21 proíbe a queima, soltura e comercialização de fogos de artifício com estampido, permitindo apenas aqueles sem efeito sonoro. A legislação tem como objetivo reduzir riscos à saúde da população, especialmente de crianças, idosos, pessoas com transtorno do espectro autista, pacientes hospitalizados, além de proteger animais, que sofrem com o impacto do barulho. O descumprimento da lei pode gerar penalidades previstas na legislação vigente.

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