Falso Johnny Depp engana moradora de Osasco, que perde mais de R$ 200 mil em golpe

Mulher conheceu falso ator pelo Instagram, que alegou passar por dificuldades financeiras. Após o filho da aposentada ter descoberto o crime, a idosa acionou o Banco do Brasil na Justiça
Ator Johnny Depp em publicação feita no Instagram oficial, com mais de 27 milhões de seguidores (Divulgação/Reprodução Instagram)

Mulher conheceu falso ator pelo Instagram, que alegou passar por dificuldades financeiras. Após o filho da aposentada ter descoberto o crime, a idosa acionou o Banco do Brasil na Justiça

Uma notícia publicada nesta terça-feira (4) pelo UOL, de autoria do colunista Rogério Gentile, contou a inusitada história de uma aposentada de 61 anos, moradora de Osasco, que caiu em um golpe. Segundo a publicação, a vítima, que não teve a identidade revelada, fez depósitos bancários que totalizaram R$ 208,4 mil, para uma pessoa que conheceu pelo Instagram, que se passava pelo ator norte-americando Johnny Depp.

Tudo começou com conversas informais entre a aposentada e o falso Depp. O tempo foi passando e as lamúrias do golpista começaram a sensibilizar a senhora. À Justiça, ela alegou que sabia das dificuldades do ator verdadeiro, uma vez que acompanhava pelo noticiário os episódios da disputa judicial entre o ator e sua ex-esposa Amber Heard, por isso, imaginou que ele realmente precisava de ajuda.

Comovida com toda a triste história do Depp fake, a moradora de Osasco chegou a vender um carro e uma casa para ajudá-lo. De acordo com o processo, ela depositou para o golpista R$ 15 mil em novembro de 2020, R$ 40,4 mil no dia 1º de dezembro de 2020, e mais R$ 153 mil em 7 de dezembro do mesmo ano.

Processo
Após o filho da mulher descobrir o golpe, ela moveu uma ação na Justiça por falta de manutenção e fiscalização contra o Banco do Brasil. A aposentada afirmou que o banco permitiu que o golpista agisse, abrindo conta fraudulenta. Já a instituição se defendeu com o argumento de que a mulher transferiu os valores por livre e espontânea vontade. A Justiça rejeitou a acusação contra o banco e a vítima ainda pode recorrer.

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