A demolição de 61 moradias atingidas pelo vazamento de gás seguido de explosão no Jaguaré, na zona oeste de São Paulo, começou nesta segunda-feira (26), cinco meses após a ocorrência. A retirada dos imóveis é a primeira etapa de uma intervenção que prevê reconstruir cinco casas e reformar aproximadamente 200 unidades.
Com investimento operacional previsto de R$ 5,4 milhões, os trabalhos serão contratados e pagos pela Sabesp. A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU) ficará responsável pelo gerenciamento e pela fiscalização, conforme acordo de cooperação firmado entre as empresas.
As famílias que ocupavam as 61 moradias já foram encaminhadas pela Sabesp para atendimento habitacional, segundo as informações divulgadas.
Explosão: primeira etapa deve terminar em janeiro
As demolições abrangem uma área de 5,3 mil metros quadrados e serão realizadas manualmente para reduzir os impactos na vizinhança. Também estão previstos serviços de contenção, estabilização do terreno e retirada dos entulhos.
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A conclusão dessa fase está prevista para janeiro de 2027. De acordo com o diretor de Engenharia e Obras da CDHU, Silvio Vasconcellos, as primeiras intervenções priorizam as condições de salubridade e ventilação das casas.
O acordo não prevê transferência de recursos financeiros entre Sabesp e CDHU. A companhia de saneamento contratará as empresas executoras, enquanto a companhia habitacional acompanhará os serviços.
Reconstrução e reformas devem começar ainda em 2026
A segunda etapa, com início estimado até o fim deste ano, contempla a reconstrução de cinco moradias e a reforma de cerca de 200 unidades.
As reformas seguirão o modelo do programa Viver Melhor, da CDHU, sem cobrança aos moradores. As intervenções poderão incluir reparos em paredes, pisos e telhados, pintura, reforços em alvenaria e revisão das instalações elétricas e das redes de água e esgoto, conforme a necessidade dos imóveis.
O modelo também prevê adequações de drenagem, acesso e contenção para melhorar as condições de uso das moradias.

Explosão: projeto para área de lazer ainda está em estudo
Além das obras habitacionais, a CDHU prepara um projeto de equipamento público para a área da explosão, com praças, espaços de convivência e áreas verdes.
A proposta está na fase de estudos urbanísticos e geotécnicos. O material divulgado não informa uma data para o início dessa intervenção.
Desde a explosão, em maio de 2026, a CDHU atua no cadastramento e no encaminhamento dos moradores para soluções habitacionais. A companhia também apresentou imóveis para o reassentamento conduzido pela Sabesp e auxiliou as famílias no contato com Sabesp e Comgás para tratar de ressarcimentos.
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