Na tarde desta sexta-feira (26), a reportagem do Giro S/A foi notificada, de maneira anônima, sobre a possibilidade de uma nova cepa do coronavírus ter sido diagnosticada em uma criança residente na cidade de Osasco. Ao apurarmos esta informação, porém, o fato ainda não havia sido confirmado nem pelo Instituto Adolfo Lutz, laboratório de análises do estado de São Paulo, que mantém os dados em sigilo até que o caso tenha sido confirmado, nem pela administração municipal de Osasco.
Segundo boletim recebido pelo governo do estado de São Paulo, até esta quarta-feira (24) foram reportados à Secretaria da Saúde de São Paulo, 16 casos autóctones (casos não importados) confirmados da cepa de Manaus: um na capital; três em Jaú; 12 em Araraquara. Os demais são importados: Manaus (7); Belém do Pará (1), Roraima (7), Águas de Lindoia (1), capital (6); Campinas (1). Há também oito confirmações da cepa britânica (seis na capital e dois em Sorocaba) e três em fase de investigação epidemiológica. Somente um caso da capital é autóctone e os demais são importados.
Confirmações
O governo de São Paulo informa que a confirmação de novas variantes do coronavírus (“cepas” ou “linhagens”) não deve ser confundida com diagnóstico, nem pode ser considerada de forma isolada. Trata-se de um instrumento de vigilância que contribui para o monitoramento da pandemia de covid-19.
A confirmação de variantes ocorre por meio de sequenciamento genético realizado por laboratórios como o Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo. Soma-se a isso o trabalho de Vigilância Epidemiológica para investigação dos casos, como históricos de viagens e contatos. Esta identificação contribui para as estratégias de vigilância, não sendo necessário, do ponto de vista técnico e científico, sequenciamentos individualizados uma vez confirmada a circulação local da variante.







