Quem pretende fazer uma viagem aos Estados Unidos agora precisa comunicar o nome dos seus perfis mantidos nos últimos cinco anos em redes socais como Instagram, Facebook, Linkedin e Twitter. As autoridades norte-americanas explicam que a nova exigência é uma medida antiterrorista, mas críticos manifestam sérias preocupações com a liberdade de expressão.
O Departamento de Estado também pede o número de telefone e os endereços de e-mail do solicitante correspondentes ao mesmo período. Segundo órgãos de mídia americanos, estima-se que a cada ano 15 milhões de pessoas serão afetadas pela mudança — proposta no ano passado pelo governo Trump.
Cidadãos de 38 países e territórios são autorizados a viajar sem visto para os Estados Unidos a passeio ou negócios por até 90 dias. No entanto, necessitam de visto solicitantes que planejem estadias mais longas, cidadãos de outros países e territórios e quem pretenda imigrar para os Estados Unidos.
A União Americana de Liberdades Civis criticou a medida, com o argumento de que ela terá efeito desencorajador sobre a liberdade de expressão. Para a entidade, é muito provável que, cientes de serem observadas pelo governo, as pessoas passem a se autocensurar online.
Segundo dados da Hayman-Woodward, consultoria especializada em internacionalização de empresas, há cerca de três milhões de brasileiros (entre legais e ilegais) que vivem no exterior, principalmente nos EUA (1.400.000), Japão (210.032), Paraguai (201.527), Portugal (140.426), Espanha (128.238), Reino Unido (118.000), Alemanha (95.160), Itália (67.000), França (44.622) e Argentina (43.000).
Brasil e Estados Unidos deram o primeiro passo para a participação brasileira no programa Global Entry de viajantes confiáveis mantido pela agência americana de Proteção das Fronteiras e Aduanas do Departamento de Segurança Interior. A informação foi divulgada pelos ministérios da Economia e das Relações Exteriores e a Casa Civil.
O Global Entry não substitui a exigência de visto, mas permite a liberação rápida no controle do passaporte no momento da chegada aos EUA. Os interessados podem fazer o trâmite de ingresso nos EUA em aeroportos selecionados de maneira desburocratizada por meio de quiosques automáticos, sem contato com agente de imigração, evitando a necessidade de passar por fila de controle migratório.
Podcast
Rodrigo Rodrigues, especialista em mídias sociais da Hayman-Woodward, consultoria especializada em internacionalização de empresas, imigração e investimentos no exterior. Anteriormente, ele trabalhou 22 anos para o Departamento de Estado do governo dos Estados Unidos.







