Estudo do Seade aponta que em 2017 ocorreram 557 óbitos relacionados a doenças respiratórias na região

Em 2017, doenças do aparelho respiratório responderam por 13,5% das mortes no Estado de São Paulo

  Estudo do Seade analisou óbitos de 2015 a 2017 na população com mais de 60 anos (Foto: USP Imagens)

Nesta terça-feira (14), a Fundação Seade divulgou estudo sobre doenças respiratórias no Estado de São Paulo, que aponta dados sobre a mortalidade da doença. Segundo o estudo, dos 294 mil óbitos registrados no Estado em 2017, 13,5% são doenças do aparelho respiratório.

De acordo com o levantamento, em 2017 as cidades da região somaram 557 óbitos relacionados a este tipo de doença na população com mais de 60 anos. Carapicuíba foi a cidade que apresentou o maior número de óbitos (161), seguida por Barueri (143) e Cotia (118). As cidades que menos tiveram casos deste tipo de mortalidade na região foram Itapevi (77), Jandira (33) e Vargem Grande Paulista (30).
Os dados gerais representam que este tipo de doença é o terceiro grupo de causas de morte (39.748 óbitos), ficando atrás somente das doenças do aparelho circulatório (85.011 óbitos) e das neoplasias (54.286 óbitos).

Para 2020 é esperado um número de óbitos por doenças do aparelho respiratório ainda maior. A estimativa é que seria de 40,5 mil, sem a interferência da atual pandemia. A população com 60 anos ou mais é a mais atingida, respondendo por 85% das mortes por esse grupo de causas.

Desde 2006 o risco de morte por influenza (gripe) e pneumonia é o mais elevado entre as doenças do aparelho respiratório e vitimou 23.390 pessoas no Estado em 2017.

Entre as pessoas com 60 anos ou mais esse risco aumenta. Em 2017, a taxa de mortalidade por influenza (gripe) e pneumonia entre idosos foi 27 vezes maior do que na população de 15 a 59 anos e 79 vezes superior a de menores de 15 anos.




Taxa de mortalidade por doenças do aparelho respiratório da população com mais de 60 anos