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À espera da definição de Tarcísio, aliados disputam sucessão em SP

Movimentações políticas ganham força nos bastidores diante do crescimento do governador de SP como possível nome da direita para o Planalto
Tarcísio de Freitas garante que disputará a reeleição para governador (Francisco Cepeda/Giro SA)

Movimentações políticas ganham força nos bastidores diante do crescimento do governador de SP, Tarcísio de Freitas, como possível nome da direita para o Planalto

As incertezas em torno do futuro político do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), agitam os bastidores da política paulista. Embora insista em dizer publicamente que disputará a reeleição em 2026, crescem as apostas de que ele será o escolhido de Jair Bolsonaro (PL) para representar a direita na sucessão presidencial, especialmente diante da inelegibilidade do ex-presidente até 2030.

A cada nova pesquisa que aponta Tarcísio como o nome mais competitivo do campo bolsonarista contra o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), cresce também o movimento de aliados que buscam se posicionar como possíveis sucessores no Palácio dos Bandeirantes. Entre os cotados estão o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB); o presidente da Assembleia Legislativa, André do Prado (PL); o secretário de Governo e presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab; o vice-governador Felício Ramuth (PSD); o secretário estadual de Segurança Pública, Guilherme Derrite (PP); e o prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga (Republicanos).

Ricardo Nunes é um dos que têm se movimentado com mais intensidade. Além de reforçar a pauta da segurança pública com o programa Smart Sampa, o prefeito ampliou seu campo de influência ao trazer ex-prefeitos para seu secretariado. As ações são interpretadas por aliados como sinalização de que pode disputar o governo do Estado com o aval de Tarcísio.

Gilberto Kassab, por sua vez, mantém viva a ambição de um dia comandar São Paulo. A estratégia nos bastidores seria integrar a chapa de Tarcísio como vice, garantindo assim uma possível ascensão ao cargo em 2030, caso o governador deixe o posto para concorrer à Presidência.

No Legislativo, André do Prado tem se consolidado como um aliado estratégico de Tarcísio. Sob seu comando, a Assembleia aprovou medidas importantes para o governo, como a privatização da Sabesp, a concessão de rodovias e a redistribuição de verbas entre Educação e Saúde.

Apesar de ser homem de confiança de Kassab e Tarcísio, o vice-governador Felício Ramuth aparece com menos força nas especulações, justamente por estar no mesmo partido de Kassab, que já mira a vaga com mais intensidade.

Outro nome próximo ao governador é o do secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite. Apesar das crises enfrentadas em sua gestão — incluindo denúncias de violência policial e o caso Gritzbach — Derrite continua tendo respaldo de Tarcísio e é cotado para disputar o Senado. Uma eventual candidatura ao governo, porém, não está fora do radar.

Rodrigo Manga, prefeito reeleito de Sorocaba e conhecido por sua atuação nas redes sociais, já afirmou que poderá entrar na disputa pelo governo estadual. Embora não tenha recebido apoio explícito de Tarcísio até o momento, Manga mantém boa relação com o Republicanos e aposta no apelo popular.

Outros nomes aparecem em conversas preliminares, como o ex-prefeito de Santo André Paulo Serra (PSDB) e os secretários estaduais Artur Lima (Casa Civil) e Natália Resende (Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística).

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