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Empresa de Barueri lança coleção de óculos fabricados com resíduos retirados do oceano

De acordo com a Chilli Beans, parte das receitas da linha será destinada ao incentivo de projetos de conscientização sobre a poluição marítima
O projeto sustentável levou mais de dois anos para ficar pronto (Divulgação/Chilli Beans)

Sempre atenta com as causas ambientais, a fabricante de óculos e acessórios Chilli Beans, sediada no bairro Alphaville, em Barueri, lançou em outubro uma linha de óculos produzida com plástico dos oceanos, com o apoio da ONG Eco Local Brasil. A coleção “Chilli Beans Eco” deve entrar no portfólio fixo da marca em 2022 e pode representar 10% de todo o volume vendido da empresa.

A ONG Eco Local Brasil é responsável pela limpeza, educação e manutenção de diversos pontos litorâneos no Brasil. Parte da verba arrecadada com a venda da Coleção Eco será revertida para a instituição. 

O desenvolvimento dos produtos começou há mais de dois anos, quando o fundador, Caito Maia, passou a investir em pesquisas para desenvolver materiais sustentáveis. O objetivo era fazer um produto resistente, flexível e que fugisse da cartela de cores geralmente utilizada em itens feitos com material reciclado. 

Apenas no Brasil, 325 mil toneladas de resíduos plásticos são descartados anualmente, impactando a vida de milhares de animais marinhos e o ecossistema dos oceanos.

Fundada há 23 anos, a Chilli Beans é uma das maiores marcas de óculos escuros da América Latina. Com forte presença no varejo físico, a empresa foi obrigada a fechar as portas de 917 lojas na pandemia da covid-19, em 2020. A solução foi apostar em melhorias e inovações no comércio online e nas redes sociais, além de ações de marketing. A marca investiu em torno de quatro milhões de reais no digital. A estratégia levou a um crescimento de 600% em vendas online, quando as lojas estavam fechadas, e faturamento de R$ 32 milhões no segmento no ano passado. 

Depois das lojas abertas, a Chilli Beans passou a crescer uma média de 140% no digital, enquanto as lojas físicas cresceram 10%. Em 2021, o faturamento online já chega a R$ 29 milhões no primeiro semestre. A previsão é de fechar o ano com R$ 52 milhões.