A Câmara Municipal de Osasco foi palco de um encontro de integrantes do PSB das cidades da Região Oeste da Grande São Paulo, na noite desta terça-feira (21). A plenária organizada pela legenda em Osasco contou com a presença dos ex-governadores, Geraldo Alckmin e Márcio França, ambos filiados à legenda.
Após ouvir as lideranças regionais, Márcio França, que é pré-candidato ao governo do estado de São Paulo, falou sobre o potencial do estado. “Precisamos de uma gestão séria e comprometida com os recursos públicos. São Paulo é tão grande que é quase um país dentro de outro. Então, é necessário atuar para encontrar uma forma de devolver os tributos para a população, oferecendo oportunidades e serviços de qualidade”, disse.
França critica Doria e Bolsonaro
O ex-governador também criticou a política adotada por Doria durante o período de pandemia que resultou o aumento de pessoas sem situação de vulnerabilidade. “Eles fizeram reajustes de todos os tributos, dos pedágios, entre outras ações que resultaram uma consequência trágica. Hoje, temos um estado rico, devido ao aumento dos impostos, mas temos uma população carente, com muitas pessoas passando fome e sem ter uma perspectiva de melhora. Mas, em 2018, nós avisamos a população que isso ia acontecer”, disparou.
França também não poupou críticas ao pré-candidato a governador de São Paulo escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro, o ex-ministro de Infraestrutura Tarcísio de Freitas (Republicanos). “Será que entre tantos nomes da política em São Paulo, ele precisava trazer alguém que não mora no estado para solucionar nossas questões? Será que esse será o fim de São Paulo? Será que precisamos trazer o modelo de Polícia do Rio de Janeiro para São Paulo?”, questionou.
Economia do Brasil em pauta
Já o ex-governador, Geraldo Alckmin, falou sobre os desafios de retomar a economia no Brasil e lembrou que na gestão de Lula o salário mínimo era valorizado. “No último do ano do presidente Lula o salário mínimo teve uma valorização de 74%. Precisamos melhorar o salário mínimo. 70% dos aposentados e pensionistas vivem com um salário. Pela primeira vez na história do Brasil o governo reduziu o salário mínimo”. Hoje o salário mínimo nacional é R$ 1.212,00.
Ele também falou sobre a inflação. “A inflação não é socialmente neutra. Ela prejudica muito mais o assalariado do que o rico porque o rico se protege da inflação, então precisamos controlar a inflação e fazer a economia crescer”.







