Em meio à comoção, Congresso se articula contra a Justiça

Semana é marcada por acidente que vitimou 71 pessoas; Congresso vota medidas polêmicas na madrugada​
Torcedor lamenta mortes na Arena Condá

Em uma semana marcada pelo luto coletivo pelo acidente que matou jogadores, a comissão técnica e jornalistas no voo que levava a Chapecoense a Medellin, o Congresso Nacional ampliou a ofensiva contra o Judiciário e promotores ameaçaram abandonar a Lava-Jato se medidas aprovadas​ pelos deputados sejam mantidas.

“A proposta é renunciar coletivamente, se essa proposta vier a ser sancionada pelo presidente da República”, disse o procurador Carlos Lima.

Para o grupo, o projeto aprovado pelos deputados é uma espécie de “Lei da Intimidação”, no lugar de medidas anticorrupção. Os parlamentares modificaram as dez medidas sugeridas pelo MP e incluíram a punição a juízes. Os protestos chegaram à região e magistrados de Barueri fizeram um ato na quinta-feira (1º), no Fórum. Deputados alegam que o texto original retiraria direitos​.

Velório
As autoridades colombianas confirmaram na quinta-feira (1º) que o avião não tinha mais nenhum combustível no momento da queda, o que comprova a tese de ‘pane seca’. As 71 vítimas do acidente foram identificadas e os seis sobreviventes seguem internados. Uma das vítimas fatais é o volante Sérgio Manoel, de 26 anos, que morava em Itapevi. O clube prevê o início do velório hoje (2) na Arena Condá.