Eletrificados leves: vendas crescem em ritmo recorde em 2026

Somente em maio, foram vendidos 45 mil veículos eletrificados no País
eletrificado
A BYD atingiu a marca de 300 mil veículos vendidos no Brasil (Divulgação/BYD)

O mercado brasileiro de veículos eletrificados vive uma transformação acelerada. Somente em maio, foram vendidos 45 mil veículos eletrificados no País e uma parcela significativa desse crescimento veio da produção nacional. De acordo com a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), 39% dos emplacamentos do mês correspondem a modelos fabricados ou montados no Brasil.

Em maio de 2025, a participação dos eletrificados importados no total mensal de emplacamentos era de 94%. Em maio de 2026, essa porcentagem caiu para 61%. Já a participação dos veículos fabricados ou montados no Brasil saltou de 6% para 39% em um ano, com pico de 42% em fevereiro.

Esta evolução mostra que as empresas que investiram na produção local de eletrificados já estão reconfigurando o mercado automotivo brasileiro. Um exemplo é a BYD (Camaçari/BA), que encerrou maio deste ano atingindo uma marca histórica: 21.704 modelos emplacados no Brasil e 8,5% de market share no mercado automotivo nacional. Com isso, alcançou a quarta posição no ranking geral de vendas.

“Logo antes de lançar o BYD Dolphin no Brasil, havíamos encerrado o mês de maio de 2023 com um total de 390 carros vendidos no País. Em três anos, as vendas mensais da marca cresceram cerca de 5.500%, saltando de 390 veículos em maio de 2023 para quase 22 mil veículos em maio de 2026”, ressalta Alexandre Baldy, Vice-Presidente Sênior da BYD do Brasil e Head de Marketing e Comercial da BYD Auto. Em junho, a montadora escolheu o País para apresentar o Atto 2, o primeiro SUV compacto híbrido plug-in flex da marca no mundo.

A BYD atingiu a marca de 300 mil veículos vendidos no Brasil. Do primeiro carro ao de número 100 mil, foram 34 meses. Dos 100 mil aos 200 mil, 11 meses e, agora, apenas 6 meses depois, a conquista dos 300 mil carros nas ruas. O salto de 200 mil para 300 mil unidades levou seis meses, impulsionado pela liderança do BYD Dolphin Mini.

Segundo a empresa, os automóveis BYD emplacados no Brasil impediram que 1.132.537 toneladas de dióxido de carbono (CO₂) fossem lançadas na atmosfera. Isso equivale ao plantio de árvores em uma área 45 vezes maior que o tamanho do Parque do Ibirapuera.

eletrificado
(Divulgação/BYD)

Eletrificados: região Sudeste lidera vendas

Os 5 estados que mais venderam veículos eletrificados leves em maio de 2026 foram:

  • 1º – São Paulo: 12.421 (27,6%)
  • 2º – Distrito Federal: 3,745 (8,3%)
  • 3º – Minas Gerais: 3.636 (8,1%)
  • 4º – Paraná: 3.258 (7,2%)
  • 5º – Rio de Janeiro: 2.671 (5,9%)

As 5 cidades que mais venderam veículos eletrificados leves em maio de 2026 foram:

  • 1º – São Paulo: 4.320 (9,6%)
  • 2º – Brasília: 3.745 (8,3%)
  • 3º – Belo Horizonte: 2.274 (5,1%)
  • 4º – Rio de Janeiro: 1.455 (3,2%)
  • 5º – Curitiba: 1.390 (3,1%)

Para Ricardo Bastos, presidente da ABVE, o País está testemunhando o início de um notável círculo virtuoso. “A produção nacional já começa a impulsionar a eletrificação da frota – são os primeiros movimentos de uma revolução na indústria automotiva brasileira, com efeitos em outros segmentos industriais”, afirma Bastos.

Segundo o presidente da ABVE, o processo de eletrificação liderado pelo setor automotivo traciona o crescimento exponencial do setor de recarga, baterias e infraestrutura elétrica, além de reforçar a expansão dos ônibus elétricos, da micromobilidade elétrica e até a renovação da indústria nacional de autopeças.

“A eletrificação da frota automotiva já está transformando as relações comerciais e a indústria nacional e permitindo ao Brasil maximizar os benefícios econômicos e ambientais da eletromobilidade”, destaca ele.

eletrificado
(Divulgação/GreenV)

Recarga residencial ganha força

O crescimento acelerado da eletromobilidade entre 2025 e 2026 vem impulsionando outra frente de negócios no Brasil: a infraestrutura de recarga residencial. Embora a rede de eletropostos públicos continue em expansão e já conte com mais de 21 mil pontos ativos, o carregamento residencial vem ganhando espaço como a opção mais prática e econômica para o consumidor.

“O abastecimento deixa de acontecer exclusivamente nos postos e passa a fazer parte da rotina dentro de casa. A garagem está se transformando em um posto particular”, afirma Júnior Miranda, CEO da GreenV, que já instalou mais de 15 mil pontos de recarga residenciais pelo Brasil.

Para Miranda, o avanço da eletromobilidade vem impulsionando um mercado bilionário no país. “O mercado de recarga residencial cresce na mesma velocidade dos veículos elétricos. Hoje já movimenta cerca de R$ 1 bilhão no Brasil e a tendência é ultrapassar R$ 3 bilhões nos próximos anos. É um ecossistema inteiro sendo criado ao redor da mobilidade elétrica”, destaca o executivo.

O crescimento desse segmento abre oportunidades para outras empresas, como a TCharge, que apresentou uma tecnologia voltada à otimização da infraestrutura de recarga de veículos elétricos.

Batizada de Maestro Charge, a solução realiza o balanceamento dinâmico de carga e potência em tempo real, permitindo a instalação de múltiplos carregadores sem a necessidade de obras complexas de ampliação da rede elétrica. A TCharge é associada da ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico).

A tecnologia foi desenvolvida em parceria com a (UFPB) Universidade Federal da Paraíba, com apoio da Embrapii e do CEAR (Centro de Energias Alternativas e Renováveis). O equipamento monitora continuamente o consumo energético de um empreendimento imobiliário e distribui a energia disponível entre os carregadores de forma inteligente, respeitando os limites da infraestrutura existente.

eletrificado
(Divulgação/BYD)

Jornalismo regional de qualidade
Há mais de 18 anos, o GIRO noticia os acontecimentos mais importantes nos seguintes municípios: Araçariguama, Barueri, Cajamar, Carapicuíba, Cotia, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Santana de Parnaíba, São Roque e Vargem Grande Paulista. Agora, juntam-se a eles, as cidades de São Paulo e Taboão da Serra. 

Materialde referência geográfica

Siga o perfil do jornal no Instagram e acompanhe outros conteúdos.