Economia com Pix passa de R$ 16 bilhões, aponta estudo

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No 1º semestre deste ano, o Pix gerou uma economia de R$ 18,9 bilhões (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Segundo estimativa do estudo do Movimento Brasil Competitivo (MBC), a economia gerada pelo Pix por meio da substituição da Transferência Eletrônica Disponível (TED) e dos cartões de débito, desde sua implementação no ano de 2020, já chegou ao montante de R$ 106,7 bilhões para consumidores e empresas brasileiras.

No 1º semestre deste ano, o Pix gerou uma economia de R$ 18,9 bilhões. Este valor supera a economia registrada no mesmo período de 2024, de R$ 15,3 bilhões, e já é quase quatro vezes maior do que o economizado no 1º semestre de 2021, primeiro ano do levantamento, com R$ 4,9 bilhões. Mantido o ritmo de adesão e substituição de meios de pagamento, a projeção é de uma economia anual de até R$ 40,1 bilhões até 2030.

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A estimativa é chegar até mais de R$ 35 bilhões neste ano, segundo economista (Bruno Peres/Agência Brasil)

Pix: Pix parcelado deve aumentar a economia

Na comparação anual, o País quase triplicou o valor economizado, passando de R$ 11,9 bilhões, em 2021, para em torno de R$ 33 bilhões no ano passado. “A estimativa é chegar até mais de R$ 35 bilhões neste ano”, afirmou Rodolpho Tobler, economista do MBC, em entrevista ao Valor Econômico. Segundo o economista, novas funcionalidades como o Pix Garantido e o Pix parcelado, que não foram considerados no levantamento, devem aumentar ainda mais a quantia
economizada por ano.

O estudo levou em consideração dois fatores: a substituição de TEDs e o aumento dos pagamentos de pessoas físicas para empresas no lugar dos cartões de débito. Com base em dados públicos do Banco Central (BC), o cálculo compara o custo médio dessas formas de pagamento e aplica essa diferença ao volume real de transações realizadas de outubro de 2020 a junho de 2025.

Nesse sentido, o estudo calcula quanto seria gasto se a população continuasse utilizando meios mais caros, como TEDs ou cartões de débito, e compara com o que foi efetivamente pago com o uso do Pix, que é gratuito para pessoas físicas,
microempreendedores individuais (MEIs) e empresários individuais. A diferença entre esses dois cenários representa a economia real gerada pela nova tecnologia.

Além das tarifas, o levantamento do MBC destaca os efeitos indiretos do Pix, como o estímulo à formalização de pequenos negócios, a ampliação da bancarização da população e a redução do uso de dinheiro em espécie.

O economista do MBC destaca que, para além da formalização dos negócios, o Pix também foi capaz de reduzir os custos das empresas. “É uma economia que muitas vezes gera redução do custo de alguns produtos e redução da operação (…) Não fosse o cenário inflacionado, em que os preços vão subindo mês após mês, a economia poderia ter sido ainda maior”, finaliza Tobler.

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