O diretor da Gaviões da Fiel e desenvolvedor de software, Emerson Marcio Vitalino, foi demitido da empresa Softek, após se tornar símbolo em manifestações contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), no domingo (31).
O comunicado foi divulgado à imprensa nessa segunda-feira (8).
Durante o ato na Avenida Paulista, Emerson Osasco como é conhecido, foi cercado por apoiadores do governante e sofreu diversos ataques verbais. As imagens de sua participação no protesto viralizaram nas redes sociais.
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Em entrevista ao portal de notícias Uol, Emerson relatou que chegou à empresa que trabalhava como terceirizado e que teve seu contrato rescendido, um dia após a manifestação.
Segundo ele, o motivo para a demissão foi a participação no protesto e um vídeo em que aparece com o ex-presidente Lula.
“Meu contrato era de seis meses e eu só recebia elogios pelo meu trabalho”, declarou, em entrevista. “Vou entrar na Justiça porque foi uma perseguição política. Ficou evidente para mim que foi por causa disso”, completa Emerson Osasco.
Segundo a empresa multinacional que possuí sede em Barueri, nega que a dispensa dele tenha tido motivação política, que cumpre regulamentos e o código de ética próprio.
O influeciador digital Felipe Neto compartilhou em seu perfil do Twitter, o caso sobre o caso do líder da gaviões da Fiel, informando sobre a demissão desse. Rapidamente usuários da rede social o informaram que Emerson já havia tido assitência jurídica e contratado por outra empresa que não teve seu nome divulgado.
Emerson é diretor da Gaviões da Fiel, torcida organizada ligada ao time de futebol Corinthians. O grupo segue realizando protestos antifascistas em todo o Estado, sempre aos domingos.
Ele foi recontratado! E com assessoria jurídica pra se defender dessa perseguição. pic.twitter.com/V2rnpi4xz9
— Thiago (@science_engi) June 7, 2020







