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​”Dia do Não ao iFood”: sindicato de Osasco e região organiza protesto contra empresa de delivery

Segundo o SinHoRes, proprietários de restaurantes, bares e similares se organizam para não venderem seus produtos pela plataforma nesta quarta (4)
Segundo o SinHoRes,  cerca de 96% de micro e pequenos donos de bares e restaurantes estão enfrentando problemas com o app (Marcello Casal/Agência Brasil)

“No dia 04/05, não vendam pelo IFOOD! No dia 04/05, não comprem pelo IFOOD!”. O Sindicato Empresarial de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares (SinHoRes) da Região organiza protesto contra o iFood, em que solicita a adesão de proprietários e consumidores para não venderem ou comprarem alimentos pela plataforma. O ato está marcado para esta quarta-feira (4) e contará com o apoio de entidades representantes da categoria econômica.

Segundo a entidade que possui sede em Osasco, cerca de 96% de micro e pequenos donos de bares e restaurantes têm enfrentando problemas com a empresa, grande parte sem solução até o momento. Segundo os organizadores, a ação será organizada e sem tumulto. Neste dia, os comerciantes farão suas vendas por meio de suas lojas físicas e aplicativos próprios.

“Já somos centenas de milhares afetados e não nos sentimos bem tratados pela empresa e pelo seu aplicativo. Basta uma pesquisa simples na internet que verão nossa indignação com o iFood e sua direção, que tem sido exposta, por denúncia aberta, por casos sociais graves e revelando diretrizes ineficazes de comunicação para com toda sua enorme audiência, causando prejuízos morais e econômicos para diversas pessoas e empresas, que neste momento pedem justiça e voz para expressar sua indignação”, afirmou o sindicato, por meio de um comunicado emitido à imprensa na tarde desta terça-feira (3).

Ainda de acordo com o SinHoRes, a companhia que também possui sede em Osasco, praticamente domina o setor e detém cerca 85% do mercado de delivery, sem espaço para a concorrência. “Por respeito aos nossos clientes, precisamos REVELAR que pela falta de compreensão e comunicação, nossos produtos estão ficando cada vez mais caros no IFOOD, uma vez que os prejuízos da má relação comercial estabelecida por eles, precisam ser repassados a vocês. Durante a crise vimos uma saída no app iFood, mas alguns de nós começaram a cogitar que possamos ter entrado, infelizmente, em um ‘beco sem saída'”, completa os organizadores.