Em tempos de coronavírus, o País parece que ‘esqueceu’ de outra doença comum e preocupante no Brasil: a dengue. Segundo a secretaria de Saúde de São Paulo, 643 municípios (99,7%) possuem o vetor Aedes aegypti e há altos índices larvários. “É possível uma nova epidemia de dengue em 2020 ou a manutenção de elevado número de casos de dengue como visto em 2019”, afirma Dr. André Luís Franco Cotia, médico Infectologista do Sabará Hospital Infantil.
Comparando-se janeiro e fevereiro de 2020 com o mesmo período de 2019, o número de casos este ano é menor no Estado, com exceção de algumas cidades. “Após média e baixa transmissão entre 2016-2018 e registro de alta transmissão em 2019, com 398.237 casos e 262 óbitos, podemos sim ter um número alto de casos entre abril e maio de 2020”, enfatiza Cotia.
Segundo o médico infectologista do Sabará, há uma reintrodução do sorotipo 2 do vírus da dengue no Estado de São Paulo, e grande parte da população é suscetível. “Além disso, o Estado possui um grande número de pessoas infectadas previamente por outros sorotipos, deixando-as com um risco maior de formas graves da doença”, acrescenta ele.
Cotia ressalta a necessidade de articulação por parte do poder público de ações para intensificação de combate ao vetor, além de ações com agentes de porta em porta. “O principal é a mobilização da população na retirada de seus criadouros, visto o tamanho da população do Estado e a dificuldade de se atingir todas as residências com agentes de porta em porta. Além disso, a utilização da mídia é de extrema importância para a conscientização da população sobre a situação epidemiológica em tempo oportuno e para divulgação de ações de prevenção e assistência”, afirma.






